Técnica Individual - Art. 01

- Toque de Bola Acima da Cabeça, para o Levantamento e para a Defesa.

- Situações de Jogo em é Utilizado.

É um fundamento decisivo no Vôlei de Praia. É utilizado:

- nos Levantamentos que são efetuados após a Recepção de Saque, apó0s Defesa ou um toque no Bloqueio (a regra permite apenas mais dois toques);

- nas Defesas de bolas atacadas com elevada potência.

Nota

Na Defesa depende da avaliação do árbitro. Permite nos casos em que julga que o ataque foi efetuado com elevada potência. Nos ataques com menor potência a defesa por meio do Toque não é permitida. Constitui infração a regra.

O Toque sobre a Cabeça será focalizado dividido em duas patres. Incialmente pelo Levantamento, posteriormente para a Defesa.


- Para o Levantamento.

Requer dos jogadores, primeiramente, grande velocidade de deslocamento para a "chegada embaixo da bola". Depois, habilidade para executá-lo de variadas formas e, sobretudo, com precisão absoluta, a fim de que bem seja aproveitado pelo atacante.

O treinamento deve ser frequente, variado e sob diversas circunstâncias (abordarei neste capítulo), com o objetivo de proporcionar ao jogador a confiança necessária a uma atuação desembaraçada e eficaz.

A fim de que o toque seja bem aproveitado no Levantamento, é importante observar os fatores que se seguem.

A - Deslocamento.

No item que trata da Dinâmica do Jogo, pode-se constatar que o Levantamento é efetuado, quase sempre, após um deslocamento ou em deslocamento, que o jogador faz com o intuito de "chegar embaixo da bola". No diagrama a seguir exemplo de uma série de deslocamentos que o jogador (J1) pode ter que realizar. De modo geral, ele se desloca para a Zona de Levantamento, mas nos casos em que a recepção do saque é imperfeita, é necessário fazer outros deslocamentos.

 

B - Chegada embaixo da Bola.

É um fator muito importante para um bom Levantamento. Os procedimentos, no momento da chegada sob a bola, são:

1 - posicionar-se corretamente em relação ao ponto em que a bola está;

Na representação gráfica a seguir, apresento alguns elementos para facilitar a compreensão. A linha tracejada, em vermelho, representa o eixo do jogador, ou seja: a linha que compreende as pernas, o tronco e a cabeça. A setas, em verde, significa a angulação dos braços em relação ao eixo do corpo e ao ponto em que a bola está posicionada. As três bolas, em amarelo, exemplificam três pontos hipotéticos em que a bola pode ser tocada.

O posicionamento ideal (foto a seguir) é o que os braços estão no prolongamento do eixo do jogador para o toque na bola (A). O jogador tem facilidade para os levantamentos para frente e para trás.

A angulação dos braços para o toque na bola (B) não é apropriada. O jogador terá facilidade para levantamentos para frente, mas terá dificuldade para os levantamentos para trás.

A angulação dos braços para o toque na bola C), pela mesma razão, não é apropriada. O jogador encontrará facilidade para os levantamentos para trás, mas terá dificuldade para executar levantamentos para frente.

 

 

Na foto acima, Levantamento de Costas com a bola posicionada corretamente: sobre a cabeça da jogadora (Mônica Rodrigues), como na figura (bola A) ao lado.

2 - apoiar os pés corretamente em relação ao ponto em que a bola deve ser levantada;

No diagrama a seguir, demonstro o posicionamento adequado do pé de apoio, em relação ao ponto em que a bola é levantada. Os jogadores quando se deslocam do ponto em que estão posicionados - na recepção do saque - para o levantamento, devem observar o seguinte procedimento:

J1, apoiar o pé direito (pd) paralelamente à rede e o pé esquerdo (pe) ficará ligeiramente atrás e afastado do primeiro em distância correspondente à largura dos ombros.

J2, apoiar o pé esquerdo (pe) paralelamente à rede e o pé direito (pd) ficará ligeiramente atrás e afastado do primeiro em distância correspondente à largura dos ombros

 

Nota

Este procedimento "quebra" a velocidade do corpo do jogador - em deslocamento - e propicia, consequentemente, maior equilíbrio para a execução do toque no levantamento. Também o primeiro pé apoiado (paralelamente à rede) funciona como uma espécie de "régua", diminuindo com isso a possibilidade de erros muito comuns como, por exemplo, a levantada "grudada" na rede e a que passa para o outro lado da rede (figura a seguir).

 

 

Na foto acima, a jogadora (Mônica Rodrigues) está levantando a bola para a saída da rede. Repare que o pé que está apoiado é o esquerdo.

 

Nota

No caso das bolas afastadas da rede o princípio é o mesmo, mas com uma diferença: o ângulo dos pés, em relação à rede, varia até 90 graus. Nos diagramas a seguir, apresento dois exemplos de situações de jogo bastante frequentes.

 

No da esquerda, J1 se desloca para a Zona de Levantamento (seta tracejada em verde) e, em virtude do passe imperfeito, desloca-se novamente (seta tracejada em verde), a fim de de posicionar-se adequadamente e realizar o levantamento (seta cheia em vermelho). Neste caso, ele, muito provavelmente, chegará e efetuará o giro do corpo sobre o pé direito, para posicionar-se de frente para o ponto em que levantará a bola. Reparem que a angulação dos seus pés é oblíqua (35 graus), em relação à rede. No da direita o procedimento com J2. No caso o giro e apoio e com o pé esquerdo.

No diagrama da direita, J2 se desloca para a Zona de Levantamento (seta tracejada em verde), mas a bola é recepcionada incorretamente e fica no centro da quadra. Ele se desloca novamente para o ponto em que a bola se encontra (seta tracejada em verde) e gira (setas curvas em verde) o corpo sobre o pé esquerdo. No final do giro, ele estará com as pontas dos pés, praticamente, perpendiculares em relação à rede.

 

 

A fim de justificar o levantamento perpendicular à rede, coloco o deslocamento de J2 para o ataque. O ideal é o que ele consiga se deslocar para extremidade da rede. Quando não tem tempo, aproxima-se em linha reta para o ataque. Neste caso, a trajetória da bola é absolutamente perpendicular à rede, considerando que a mesma tem que ficar entre a linha de J1 e a de J2. No diagrama da direita, o exemplo do deslocamento (de J1) e do levantamento (de J2) para a outra extremidade da rede.

 

 

Muitos jogadores, nessas circunstâncias, executam o levantamento por meio da manchete, por duas razões: ou porque não chegam a tempo para posicionar-se para o toque ou porque não têm habilidade para executar o toque após ou em giro do corpo. São poucos os jogadores que executam o toque em deslocamento, técnica que facilita bastante o desembaraço nesses tipos de levantamento.

Convém chamar atenção para um aspecto importante. As bolas fora da Zona de Levantamento ocorrem com maior frequência por ocasião das defesas. A diferença é que os jogadores se deslocam para as mesmas, saindo do bloqueio e/ou dos pontos em que estão posicionados para a defesa.

As campeoníssimas Adriana Behar e Shelda obtiveram impressionante sucesso porque possuíam uma série de virtudes. Na minha opinião, são extraordinárias nos levantamentos. Arrisco a afirmar que tinham aproveitamento de - praticamente - 100%.

 

Continuação no art 02, com Tipos e Maneiras de Execução

Home

Ir para Menu Vôlei de Quadra

  Ir para Menu Estratégias/Táticas DO Sistema Ofensivo - Vôlei de Praia  
 

Ir para Menu Estratégias/Táticas do Sistema Defensivo - Vôlei de Praia

Ir para Menu Vôlei de Praia