Técnica Individual - Art. 61

- MEIOS DE ATAQUE.

- Soco.

É um meio de ataque largamente utilizado para as "largadas" no vôlei de praia. Como vimos anteriormente, a regra não permite que a bola seja "largada" com a ponta dos dedos, como ocorre no vôlei de quadra. A "Caixinha" e o Soco são meios que substituem.

No vôlei de praia, na realidade o Soco é aplicado em bolas que, no momento do golpe, se encontram muito próximas da rede e, consequentemente, do bloqueio. Neste caso, ocorre uma série de circunstâncias em cadeia, ou seja:

- a aproximação final para o ataque, muitas vezes, não é - porque não pode ser - a ideal (mencionada no artigo sobre a Cortada);

- o salto para o golpe é realizado com o corpo muito próximo da rede e/ou do bloqueio;

- o espaço é mínimo, entre o corpo e o braço do atacante e a rede e/ou o bloqueio;

- o jogador fica sem espaço para realizar movimentos amplos com os braços;

- muitas vezes, tem que disputar a bola com o bloqueador adversário.

 

Em virtude dessas circunstâncias, o atleta não se sente confortável para "largar" a bola por outros meios, com os quais consegue maior precisão. E, não tem qualquer outra alternativa senão a de "largar" com o Soco.

Na foto a seguir, um exemplo da circunstância mencionada. Mônica Rodrigues executando o Soco em uma bola praticamente colada ao bloqueio de Luciana. Repare que é mínimo o espaço que a atacante tem, entre ela mesmo e a rede. Por isso, não tem qualquer condição de realizar outro golpe. Só lhe resta o recurso do Soco.

 

 

Foto de Ary Gomes

 

- Execução do Fundamento - Soco - Passo a Passo.

 

Difere da execução da Cortada e de outros meios de "Largada" ("Cuts"/Caixinhas, Shots/Meia-Batida, "Lob") em virtude da proximidade da bola em relação à rede e/ou ao bloqueio.

 

Nota

Existem atletas que possuem grande habilidade e precisão com o Soco e o utilizam também para executar o "Lob" no terço final da quadra.

 

 

- Aproximação Final.

Pelo fato de a bola estar muito próxima da rede e/ou do bloqueio, a última passada - a que precede o salto - tem que ser bastante larga, a fim de que o atleta consiga saltar de modo absolutamente vertical, sob pena de tocar a rede.

 

- O Salto.

Tem que ser absolutamente vertical, a fim de que o atacante consiga o maior equilíbrio possível, tanto na ascensão do corpo quanto no ponto morto da impulsão. Para isso, é necessário observar:

 

- o movimento de elevação dos braços, que tanto ajudam na impulsão, devem ser realizados, na mediada do possível, com máxima velocidade e com extremo cuidado para não tocar a rede;

- o movimento de flexão/extensão das pernas deve ser realizado com velocidade máxima. Muitas vezes não é possível fazer um movimento muito amplo, como é o ideal para a boa impulsão, mas que seja com que amplitude for, deve ser feito com velocidade máxima.

 

- Os movimentos do Corpo e dos Braços que precedem o Golpe na Bola.

Em virtude da proximidade do corpo com a rede, os movimentos do tronco e dos braços ficam muito limitados. Ou seja, é uma situação especial na qual o atacante deve partir para o ataque da bola com o intuito de superar essa dificuldade. Para isso, de executar os movimentos:

- do tronco, com a maior velocidade possível, tendo em vista conseguir alcançar a bola no ponto mais alto;

 

Nota

Convém lembrar que o bloqueador adversário coloca suas mãos muito próximas da bola, tolhendo o espaço que o atacante tem para evitar o bloqueio.

 

- dos braços, na medida do possível realizar com máxima velocidade o movimento de elevação do braço com o que golpeia a bola.

 

- O Golpe.

 

Tem uma característica diferente dos realizados para a Cortada e para outros meio de "largada": de modo geral, não simula a cortada. O movimento do tronco não é amplo: é um golpe, praticamente, de braço.

É realizado da seguinte maneira.

O Braço do Golpe elevava-se verticalmente, praticamente, sem o movimento do tronco. Na figura a seguir, o movimento que precede o golpe. O atacante utiliza os braços para ajudar na impulsão. No ponto morto da impulsão, ele eleva o braço e executa o golpe. A extensão do antebraço sobre o braço só ocorre no momento em que a bola está ao seu alcance; é um movimento curto.

Na figura a seguir, duas trajetórias muito utilizadas:

(a) - Imediatamente atrás do bloqueio:

(b) - No fundo da quadra; o "Lob".

 

 

 

Nota

É muito importante que, já no processo de aprendizagem, o treinador chame atenção para o fato de que o movimento final do golpe (extensão do antebraço sobre o braço) é curto. Quando, ao contrário, é longo (como o de um soco no pugilismo) é grande a possibilidade o atacante golpear a bola fora do ponto em que a mesma deve ser golpeada. Obviamente, influi na precisão.

 

A mão que executa o Golpe permanece aberta durante a elevação do braço. No exato momento do golpe, as falangetas e as falanges dos dedos se encolhem formando uma superfície achatada. O toque na bola é desferido com esta superfície, como está demonstrada na foto a seguir.

 

 

 

Nota

Alguns atletas, geralmente os mais experimentados, desferem o golpe por meio de outras maneiras. Por exemplo, com o dedo médio mais elevado, com o dedo médio e o indicador mais elevado, etc... É uma questão de estilo. Pode ser feito. Chamo atenção apenas para o fato de que o mais importante é oferecer a maior superfície possível no contacto com a bola.

 

Quanto ao ponto da Bola em que o Golpe deve ser desferido. Na figura a seguir, uma divisão da bola. De uma maneira geral, como vimos anteriormente, a bola é golpeada bem próxima da rede. Ora, se o golpe for reto, cresce a chance do bloqueador. O mais comum é que a bola passe por sobre o bloqueio. Para isso, os pontos mais usados estão situados na parte inferior da bola.

- Ponto 5, para a trajetória reta.

- Ponto entre 2 e 5, trajetória da esquerda para a direita.

- Ponto entre 3 e 5, trajetória da direita para a esquerda.

 

 

Coloquei na parte central da bola os pontos 1, 2 e 3, menos utilizados. Quando o são, têm em vista:

- imprimir maior velocidade à trajetória bola;

- direcionar a trajetória apenas para o fundo da quadra.

 

Importante enfatizar: tais golpes só são possíveis por sobre o bloqueio; em falhas do bloqueio; ou com a bola mais afastada da rede (não recomendável). A trajetória da bola depende do ponto que o golpe é desferido na mesma. Por exemplo.

 

- Ponto 1, para a trajetória reta.

- Ponto 3, trajetória da direita para esquerda.

- Ponto 2, trajetória da esquerda para a direita.

 

Nos próximos artigos vamos apresentar Sequências de Exercícios para a Aprendizagem e o Aperfeiçoamento da Técnica Individual dos Meios de Ataque

 

Home

Ir para Menu Vôlei de Quadra

  Ir para Menu Estratégias/Táticas do Sistema Ofensivo - Vôlei de Praia  

 

Ir para Menu Estratégias/Táticas do Sistema Defensivo - Vôlei de Praia

Ir para Menu Vôlei de Praia