Estratégias/Táticas - Art. 31

 

- Cobertura de Ataque - Parte II (continuação).

 

Em prosseguimento ao artigo anterior, em que começamos a focalizar a cobertura de ataque das bolas mais comuns - de modo estanque, vamos tratar da cobertura para as bolas de tempo.

 

- Ataque das Bolas de Tempo (*):- Cabeça Frente;
 - Cabeça Atrás;
 - "Chutada" de Meio;
 - China com um Pé.

 

(*) - Denominação utilizada no voleibol brasileiro

 

- Cabeça Frente.

 

- Rede com 2 atacantes.

 

Ocorre quando a equipe adota o sistema 4-2, sem infiltração, ou no 5-1, nos rodízios em que o levantador está na rede. Também, em circunstâncias - freqüentes - em que a bola é levantada por um jogador qualquer da rede.

Nos diagramas a seguir.

No diag. 1, como de costume, a ordem de saque;

No diag. 2, a armação da equipe para a recepção do saque e a movimentação dos atacantes. As setas tracejadas em vermelho significam o trajeto do A3, para o ataque da bola Cabeça Frente, e de A4, para o ataque na pos. 4.

No diag 3, a cobertura realizada pelo levantador J2, em verde, pelo J4 e pelo J6 (defesa-centro). Os J5 e J1 participam da segunda linha da cobertura, para a recuperação das bolas que tocam no bloqueio e voltam no fundo da quadra. Repare que os deslocamento, exceto o de A6, são poucos e curtos; mais um ligeiro ajuste.

 

 

Nota

O J4, que está na rede, por exemplo, devem fazer a primeira aproximação para o ataque - a segunda e última ele só faz quando recebe a bola - e, no caso de não receber a bola, deve deslocar-se para a cobertura.

 

- Rede com 3 atacantes.

 

Ocorre em qualquer sistema de ataque. No sistema 5-1, nos rodízios em que o levantador está na linha de defesa e, por conseguinte, seus três atacantes estão na rede; no 4-2, um dos atacantes é também levantador. É necessário que o levantador - pela ordem de saque - posicionado na linha de defesa, faça a infiltração.

Nos grupo de diagramas a seguir.

No diag. 4, a ordem de saque, a título de exemplo.

No diag. 5, a composição da recepção do saque e a movimentação dos três atacantes da rede - setas em vermelho.

No diag. 6, a disposição da cobertura com levantador (J1), J4 cobre o lado esquerdo do ataque e o J6 cobre a bola que volta atrás do atacante. O J2, nesta disposição, desloca-se para compor a segunda linha da cobertura, mais no fundo da quadra, juntamente com J5.

 

 

Nota

Existe uma variação - demonstrada no diagrama a seguir - em que o levantador (J1) executa o levantamento e se desloca para cobrir a bola que volta atrás do atacante. Neste caso, o J2 é que cobre a bola que volta à direita do atacante. J6, nesse caso, é que participa da segunda linha da cobertura. Em ambos os casos o J4 desloca-se para cobrir a bola que volta à esquerda do atacante e J5 está sempre na segunda linha da cobertura.

 

 

A execução da bola de tempo é muito rápida. O atacante que a ataca salta antes da bola chegar nas mãos do levantador e o percurso da bola, entre aos mãos do levantador e o ponto em que a mesma é golpeada, é mínimo. Ou seja, requer muita atenção e grande velocidade dos jogadores que compõem a cobertura. Um detalhe a mais: no momento em que ela é realizada os demais atacantes estão prestes a realizar a última aproximação, ou seja, na expectativa de receberem a bola também. No momento em que a bola de tempo é efetivamente realizada, os demais atacantes têm que abortar a aproximação final para o ataque e se deslocarem rapidamente para o posicionamento da cobertura. Repito: é necessário muita atenção e grande velocidade.

Outro aspecto a ser considerado: a maioria dos levantadores - nas equipes de alta competitividade - efetuam o levantamento da bola de tempo com o corpo em suspensão, pulando. Por isso, muitas vezes não têm tempo para participar da cobetura. Mais do que os outros jogadores tem que ser extremamente veloz.

Cont. no art. 32, com a Cobertura de Ataque para outras Bolas de Tempo - Parte III.

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