Estratégias/Táticas - Artigo 119

 

Bloqueio - Combinações de Ataque no Voleibol Atual - Parte 2

 

No artigo 118, em foram apresentadas as Combinações de Ataque mais utilizadas no Voleibol Atual. Neste, veremos como é difícil a atuação do Bloqueadores para tentar neutralizá-las.

 

1 - A atribuição do Bloqueador-Central (BC) em face de todo exposto é extremamente difícil de ser cumprida. Vamos dividir sua tarefa em dois momentos:

- antes de a bola entrar em jogo;

- com a bola em jogo.


Antes de a bola entrar em jogo.

Encarregado bloqueio das bolas de Primeiro Tempo, tem que decidir:

a - se fará o bloqueio individual ou se convoca os bloqueadores das extremidades, um dos quais ou os dois, para auxiliá-lo;

b - de acordo com a característica do atacante adversário, para qual dos flancos da quadra tentará obstruir a passagem da bola; para a pos. 1 ou para a pos. 5;

c - se saltará o máximo tendo em vista exclusivamente o bloqueio da Primeira Bola, ou e se graduará o salto (saltar menos) tendo em vista partir para o bloqueio das demais bolas da combinação.

O Treinador tem papel importantíssimo na definição da estratégia a ser estabelecida. Com informações sobre as características dos atacantes adversários, com sugestões, enfim, com todo e qualquer meio que possa ajudar.

Com a bola em jogo.

a – considerar a qualidade da recepção do saque da equipe adversária, ou seja, se a bola chega à Zona de Levantamento em condições propícias ao levantador de modo ter todas as opções de levantamento/ataque;

b - considerar o momento, a circunstância do jogo para tomar sua decisão.

c – empenhar-se para cumprir sua atribuição, quer para conquistar o ponto de bloqueio quer para facilitar a tarefa dos companheiros da defesa; relação bloqueio-defesa.

Neste momento vale o discernimento tático individual do bloqueador-central. O Treinador atuará nos intervalos, de uma bola em jogo para a outra, e nos tempos, técnico e edidos.

É muito difícil avaliar a atuação do bloqueador-central quando não se acompanha o treinamento e a preleção antes do jogos:

a - sem saber se ele tem capacidade técnica individual para exercer sua função;

b - sem o conhecimento da concepção da estratégia de bloqueio, isto é, foi acertadamente concebida;

c- se dispõe de todas as informações sobre os atacantes adversários;

Durante o jogo, ficamos sabendo o que ocorreu e o porquê ocorreu. E até o que deve ser feito para melhorar o rendimento. E só.

Agora, o ponto que queria chegar. A atuação dos bloqueadores das extremidades.

Eles podem ter três modalidades de atuação:

1 - participar exclusivamente do bloqueio das bolas finalizadas no terço da rede em que é responsável; B1, terço à direita, B4, terço à esquerda;

2 - não participar do bloqueio das bolas de primeiro tempo, mas participar dos bloqueios para as demais bolas finalizadas no terço central da rede;

3 - participar do bloqueio das bolas de Primeiro Tempo, das finalizadas no terço central da rede e, obviamente, no terço em que é o responsável;

Nos diagramas a seguir:

- no 3, os bloqueadores dispostos em um posicionamento fechado; propício a qualquer tipo de estratégia;

- no 4, B4 próximo ao BC tendo em vista participar do bloqueio das bolas de Primeiro Tempo, no terço central da rede (por exemplo, a Cabeça Frente e/ou a Cabeça Atrás);

- no 5, B2 próximo de BC a fim de participar no bloqueio das bolas de Primeiro Tempo no terço central da rede (por exemplo, a Chutada de Meio).

 

 

As ações subsequentes dos bloqueadores das extremidades:

1 – bloqueio da Bola do Fundo pela pos. 6; B4 no limiar esquerdo do terço central da rede (visão do fundo da quadra); B2 no limiar direito do terço central da rede (visão do fundo da quadra);

2 – deslocarem-se para o terço do qual são responsáveis a fim de bloquearem as bolas finalizadas em seus terços.

 


 

- Qualidades requeridas ao Bloqueadores

Todos os três bloqueadores, têm que ter aptidões para o desempenho das mencionadas atribuições, como por exemplo:

1 - boas estatura e envergadura;

2 - capacidades físicas especificas, boa impulsão e velocidade de deslocamento;

3 - capacidade técnica individual para a correta execução do bloqueio;

4 - discernimento tático individual, a fim de tomar decisões adequadas.

Difícil apontar qual a mais importante. São todas extremamente importantes e fundamentais para um bom desempenho das estratégias de bloqueio. Devem ser interligadas.
As duas primeiras (item 1 e 2) são pré-requisitos, ou seja, indispensáveis ao desempenho do bloqueador. Neste trabalho me alongarei mais nas duas últimas. A meu ver, nas minhas observações no último Campeonato Mundial, verifiquei muitos equívocos e creio que pode ser fator importante de evolução tendo em vista a eficiência do Sistema Defensivo como todo.

 

1 - Boas Estatura e Envergadura.

A maioria dos bloqueadores-centrais de times de alta competitividade e de seleções nacionais possui acima de dois metros e boa envergadura. Colocam as duas mãos sobre a rede com os pés no solo e apenas com os braços estendidos.
Alguns bloqueadores de extremidade também têm estatura superior a dois metros. O que facilita bastante seus aproveitamentos no auxílio aos bloqueadores-centrais para o bloqueio das bolas de Primeiro Tempo.


Alguns bloqueadores de extremidade não possuem boa estatura, o que impossibilita um bom auxílio, um auxílio efetivo aos bloqueadores-centrais.
A vantagem da boa estatura e da boa envergadura é a de não precisar saltar o máximo para executar um bloqueio e, por conseguinte, pousar e se deslocar para as demais bolas da Combinação. O de baixa estatura, além de não ter alcance suficiente, tem que saltar (sempre) o máximo. O tempo de gasto entre subida e a descida do bloqueio pode ser fração de tempo que o atrase para o bloqueio das demais bolas da Combinação. Portanto, é um fator limitante para o desempenho da função.

2 - Capacidades Físicas Especificas, boa impulsão e velocidade de deslocamento.

Um bom alcance no bloqueio depende de boa impulsão, de uma impulsão rápida. Alguns jogadores têm extraordinária explosão muscular. É uma propriedade inata, que pode e deve ser desenvolvida com o treinamento. Outros, ao contrário não possuem boa impulsão e, por conseguinte não conseguem um bom alcance. Considerando que alguns atacantes alcançam a bola até um metro ou mais acima do bordo superior da rede, é fundamental impulsão para um bom alcance no bloqueio; compatível ao alcance dos atacantes,
Na sequência é requerida grande velocidade no deslocamento para pontos da rede onde são as demais bolas da combinação. Também resulta da qualidade física do atleta.

3 - Capacidade Técnica Individual para a correta execução do Bloqueio.

Vamos dividir em alguns itens:

- A Execução correta do Fundamento.

A execução do Bloqueio mudou muito pouco ao longo da história. Houve aperfeiçoamento constante. Sobretudo porque hoje ele executado depois de deslocamentos extremamente velozes. Decorre da insignificante fração de tempo entre as bolas da Combinação de Ataque. A fim de se obter uma execução perfeita, é absolutamente necessário observar alguns fatores que influem o produto final. Primeiramente, vamos partir de dois pressupostos:


1 - o bloqueio executado após deslocamento realizado com velocidade máxima;

2 - o bloqueio executado por meio do deslocamento que o bloqueador considera o mais apropriado.

A seguir, algumas propriedades que contribuem para uma boa execução do Bloqueio.


1 - Coordenação entre o final do deslocamento e o salto para o bloqueio.

2 - A qualidade do salto para o Bloqueio.

3 - A velocidade de movimentos, do início à completa execução do fundamento.

4 - O equilíbrio do corpo no ar (com o corpo em suspensão).

5 - O espaço entre o corpo do bloqueador e a rede;

6 - O espaço entre os braços do bloqueador e o bordo superior da rede;

7 - A angulação dos braços em relação ao bordo superior da rede.

8 - O afastamento dos braços no ponto morto da impulsão.

9 - Domínio do Tempo de Bloqueio, com o corpo no ponto máximo da impulsão.

 

Está demonstrado no diag. 3, em parágrafo anterior, um Posicionamento de Bloqueio Fechado (PBF). Adotado antes da recepção de saque da equipe adversária. Os três bloqueadores B4, BC e B2 têm a estratégia de bloqueio pré-estabelecida diante da combinação a ser realizada pela equipe adversária.


Supondo-se que a recepção não foi perfeita, isto é, que a bola não chegou à Zona de Levantamento em condições de possibilitar todas as bolas da combinação. Ainda assim, há a possibilidade do levantador acionar:


- a Bola do Fundo pela pos. 6 (setas verdes na rep. 1 a seguir);

- a Bola de Primeiro Tempo, por exemplo a Cabeça Frente e/ou a Chutada de Meio (setas em laranja na rep. 2).

 

 

 

O procedimento estabelecido pode ser o de os bloqueadores aguardarem o levantamento na Posição de Bloqueio Fechado. No caso do levantamento/ataque no terço central da rede, movem-se para o ponto de ataque. A fim de compor o bloqueio triplo. Ou duplo:

- com B4 e BC no limiar esquerdo do terço central;

- com BC e B2 no limiar direito do terço central da rede.

Na rep. 3 a seguir, as Bolas que podem ser levantadas/atacadas no terço central de rede:

- Cabeça Frente (a), seta laranja) vinculada à Bola do Fundo no Limiar Direito do Terço Central (bfa) - visão do bloqueadores;

- Chutada de Meio (b), seta laranja vinculada à Bola do Fundo no Limiar Esquerdo do Terço Central (bfb) - visão dos bloqueadores.


Na quadra oposta, B4 e BC compõem o bloqueio duplo no limiar esquerdo e BC e B2 no limiar direito do terço central da rede.

 

 

 

Nota Importante

Procedimento no caso da recepção em que a bola não chega à Zona de Levantamento em condições ideais para o levantamento/ataque das bolas de Primeiro Tempo, mas que ainda assim podem ser realizadas (forçadas).

 

No caso da recepção perfeita, o Levantador tem todas as opções para executar a Combinação de Ataque. Logo, os bloqueadores, partindo de seus posicionamentos para o bloqueio das Primeiras Bolas se deslocam para os das bolas levantadas/atacadas nas extremidades da rede:

B2 – da Chutada de Meio (b) para a pos. 2 (pos. 4 da quadra oposta);

B4 – da Cabeça Frente e/ou Atrás para a pos. 4 (pos. 2 da quadra oposta).

Saltando para o Bloqueio no Terço Central da Quadra (para as Primeiras Bolas ou a Bola do Fundo), ou não, têm que se deslocar com máxima velocidade no caso da bola ser levantada nas extremidades da rede (de modo geral, com trajetória retilíneas e extremamente rápidas).

 

Nos rodízios com 2 Atacantes na Rede, a bola finalizada na pos. 4 é, de modo geral, a do Fundo pela pos.1 (seta azul clara). Algumas equipes ainda dispõem do Atacante de Ponta, que recepciona o saque, e ataca pela pos. 6. Na rep. 5 a seguir, a Bola do Fundo está destacada em azul claro.

 

 

 

Nas equipes femininas, nos rodízios com 2 Atacantes na Rede, utilizam com elevada frequência, a China com 1 Pé na Saída. No caso, a Bola do Fundo é atacada pela pos. 6 (seta tracejada em azul claro). Importante: esta bola ocorre com frequência menor em relação ao voleibol masculino.

 

 

 

Alguns aspectos da maior importância que influenciam a qualidade do Bloqueio.

1 - O equilíbrio do corpo no ar. Ao saltar para o bloqueio das bolas de Primeiro Tempo o bloqueador tem manter o equilíbrio do corpo (na subida e na descida). A fim de posar com equilíbrio; o que facilita o início do deslocamento para a extremidade da rede.

2 - A coordenação entre o final do deslocamento altamente veloz e o salto para o bloqueio. Fator que facilita a qualidade do salto, o equilíbrio do corpo no ar e, consequentemente, a movimentação dos braços.

3 - No momento em que o bloqueador chega ao ponto do ataque, ele tem tomar decisão importante: o momento de saltar para o Bloqueio. Deste momento até o complemento da execução do bloqueio (colocação dos braços e mãos no espaço aéreo da quadra oposta), a velocidade deve ser – sempre – máxima. É o primeiro elemento relacionado ao Tempo de Bloqueio.

4 - O espaço entre o corpo do bloqueador e a rede. Deve ser de aproximadamente 20 cm. Deve ser mantido durante a suspensão do corpo e no ponto máximo da impulsão, momento em que os braços são alçados sobre o bordo superior da rede. O corpo mais próximo há o risco de tocar a rede e dificulta a invasão dos braços sobre a rede. Mais afastado, há perda de alcance (fig. 1)

5 - O espaço entre os braços do bloqueador e a rede, no ponto máximo da impulsão. Deve ser de no máximo 10 cm. Não pode haver espaço, entre os braços e a rede, que possibilite a passagem da bola (fig 1).

6 - O ângulo dos braços em relação à rede. Deve ser de 110 graus. De modo que ao bater a bola vá direto para o solo (fig. 1).

 

 

7 – O equilíbrio do corpo no ar (com o corpo em suspensão). Como mencionado anteriormente, o bloqueador deve saltar e manter o equilíbrio do corpo durante a suspensão e no ponto máximo da impulsão. Fator que possibilita a movimentação dos braços sobre a rede.

8 - Domínio do Tempo de Bloqueio, com o Corpo no Ponto máximo da Impulsão.

Recapitulando, os bloqueadores das extremidades se deslocam, com velocidade máxima; dos pontos em que estão posicionados para o bloqueio da Bola de Primeiro Tempo, no terço central da rede, aos Pontos dos Ataques, nas extremidades da rede:


- B4 à pos. 4/pos 2 da quadra oposta;

- B2 à pos. 2/pos 4 da quadra oposta.

Na rep. 7 a seguir, a rede está dividida em metros. Estão apresentadas todas a bolas que compõem a Combinação.

Primeiro Tempo, levantadas/atacadas no Terço Cebtral da Rede: Cabeça Atrás (a); Cabeça Frente (b); Chutada de Meio (c);

Primeiro Tempo, levantadas/atacadas no Terço Relativo à Pos. 4: China com 1 Pé na Saída da Rede.

Segunda Bola, Bolas de Ponta, levantadas/atacadas nas Pos. 2 e 4, da quadra oposta.

Segunda Bola, Bolas do Fundo,levantadas/atacadas pelas pos. 1, 6 e 5 (esta última de modo esporádico).

A distância a ser percorrida é de no máximo 4 metros. Isso se a bola for atacada no limite máximo da extremidade da rede. Em algumas ocasiões, por alternativa tática ou por imprecisão (trajetória mais curta), a bola é atacada mais para dentro da quadra. Portanto, a distância a ser percorrida é mais curta.

 

 

 

 

Ao bloqueador podem ocorrer três circunstâncias: chegar atrasado, chegar no momento limite ou chegar antecipado.


Atrasado, obviamente, ele faz o que dá pra ser feito; a vantagem é toda do atacante adversário.

Chegando no momento exato e/ou antecipadamente, ele tem que tomar a primeira decisão: o momento exato do salto para o bloqueio: é o primeiro elemento relacionado aoTempo de Bloqueio.

O segundo elemento relacionado ao Tempo de Bloqueio é a velocidade dos movimentos do momento do salto até o complemento da execução do bloqueio. Isto é, a invasão dos dois braços, com espaço e angulação adequados em relação à rede: a velocidade é – sempre - máxima.

Na fig. 2 a seguir, a flexão/extensão das pernas (linhas tracejadas em cinza) e o complemento da execução com os braços sobre a rede, na angulação adequada em relação à mesma. A linha vertical em vermelho simboliza e percurso entre o momento do salto e a complementação da execução.

 

 

 

 

O terceiro elemento relacionado ao Tempo de Bloqueio é a movimentação dos braços de acordo com a direção da trajetória da bola atacada.

Na representação 8 a seguir, duas porções da rede. Relativas às pos. 4 e 2. Estão divididas em metros (traços verticais em verde). O bloqueador salta e no ponto máximo da impulsão afasta os braços e ocupa espaço de aproximadamente 1 metro (colchete tracejado em cinza). Que é compatível à atletas ente 1,90 m e 2,0 m).

 

 

 

 

Na foto a seguir, André Loyola Stein, atleta da Seleção Brasileira de Vôlei de Praia, categoria Sub 21, mede 2,0 m. Repare que ele ocupa espaço de aproximadamente 1 metro.

 

 

Este espaço deve ter em vista:

1 - propiciar referência pelo qual jogadores da defesa se orientam para adotarem seus respectivos posicionamentos;

2 - dificultar a tomada de decisão do atacante adversário sobre a direção dar à trajetória da bola;

3 - facilitar a movimentação dos braços de acordo com a direção da trajetória da bola.

Olhando fixamente para o atacante, é possível perceber alguns elementos referentes ao adversário:

1 - a aproximação para o ataque (correta/incorreta);

2 - a qualidade do salto (equilibrado/desequilibrado);

3 - a movimentação do corpo e dos braços (virado para paralela/diagonal);

4 - o tempo do ataque (aceleração e/ou retardamento dos movimentos dos braços).

 

De acordo com sua percepção, o bloqueador – no exato momento do ataque – pode decidir:

1 - fechar os braços e aproximá-los à circunferência da bola no espaço aéreo da quadra oposta, a fim de diminuir o espaço entre a bola e as suas mãos. Por conseguinte, dificultar a ação do atacante de desviar a trajetória da bola;

2 - movimentar os dois braços, sem perder o espaço entre eles, a fim de obstruir a passam da bola para a paralela/diagonal.

 

A seguir, vamos tentar exemplificar a movimentação dos braços de acordo com a percepção do Bloqueador em relação à trajetória da bola. Partindo-se do pressuposto que o Bloqueador está posicionado para obstruir a passagem da bola para a paralela:

Na pos 2, , movimentação dos braços é para a esquerda, a fim de obstruir a passagem da bola para a diagonal . Na foto a seguir, jogadora chinesa, na pos. 2, movimentando os braços para a esquerda a fim de fechar a passagem da bola para a diagonal.

 

 

 

 

Na pos. 4, movimentação dos braços à direita para fechar a passagem da bola para a diagonal. Na foto a seguir, Giba, extrordiário jogador brasileiro, movimentando os braços para a direita a fim de fechar a passagem da bola para a diagonal.

 

 

Notas Importantes

1 - A movimentação dos braços deve ser feita rigorosamente no exato momento do golpe pelo atacante adversário. A movimentação antecipada resulta na perda do espaço que o bloqueador deve ocupar, com vistas a duas circunstâncias:


1 - diminuir significativamente os espaços que os defensores têm que cobrir.

O que pode facilitar o atacante adversário. Por exemplo:

- fechar os braços antecipadamente, facilita o ataque tanto para a paralela quanto para a diagonal;

- movimentar os braços das extremidades no sentido do centro quadra, facilita os ataques para a paralela;

- movimentar os braços do centro para as extremidades da rede, facilita os ataques para a diagonal e as "exploradas" do bloqueio.

 

2 – A invasão dos braços para o lado oposto da rede. A fim de diminuir o espaço entre as mãos do bloqueador e a bola. Quanto menor essa distância, maior é a dificuldade do atacante desviar a bola do bloqueio.

 

Continuação no artigo 120 com Discernimento Tático Individual para bom desempenho na atribuição do Bloqueador.

 

Home

Ir para Menu Vôlei de Quadra