Estratégias/Táticas - Artigo 113

 

- Estratégias / Táticas Ofensivas

 

- Transições entre Sistemas - Teinamento Tático Coletivo.

- Sequencia de Exercícios no 2

 

Na sequencia número no 1, o exercícios tiveram em vista a apresentação, a iniciação dos jogadores às Transições entre Sistemas. Duas equipes executando as transições de um sistema para o outro e medida em que a bola passa de uma quadra para a outra. Sugerimos meios auxiliares – panos nos posicionamentos de bloqueio e de defesa – a fim de que os jogadores se familiarizem com tais posicionamentos e com a velocidade com que os deslocamentos devem ser feitos.

Nesta e nas seguintes vamos subdividir as Transições. Ou seja, praticar cada uma delas em cada sessão de treinamento. Iniciamos com a Transição do Sistema Defensivo para o Ofensivo.

 

- Sequencia de Exercícios no 2.

 

- Objetivo: consolidação da execução da Transição do Defensivo para o Ofensivo.

- Pressuposto.

Antes de apresentar os exercícios desta sequencia, devemos partir do pressuposto de que as funções defensivas – bloqueio e defesa – e as ofensivas – levantamento e ataque - foram treinadas dentro do planejamento global. Ou seja, todos os jogadores da equipe em treinamento (ET) sabem como proceder nas acões defensivas e ofensivas que ocorrem nas Transições entre os Sistemas.

 

Nota

No caso contrário, os exercícios são muito complexos e, consequentemente, inapropriados.

 

07 – As duas equipes, a que está Em Treinamento (ET) e a Oponente (EO) dispostas defensivamente. Com uma diferença:
ET – disposta para os ataques em uma e em outra extremidade da rede.
EO – disposta na Posição Fundamental Defensiva.
O treinador/colaborador (T, em verde), fora da quadra, nas imediações da linha de ataque, e no prolongamento da pos. 2 (diag. 1), atacando bolas na diagonal.
ET, executa a defesa e realiza a Transição do Sistema Defensivo para o Ofensivo. EO, tenta o bloqueio-ponto ou a conquista da bola pela defesa.
Seja qual for o desenlace, a bola pára. O treinador/colaborador ataca outra bola. A cada X ações o treinador promove um rodízio.

Nos diagramas a seguir, a disposição das duas equipes no momento em que o treinador/colaborador executa o ataque. ET, botões vermelhos; EO, botões verdes.

 

 

 

08 – Idem 07, com o ataque na outra extremidade da rede, correspondente a pos. 4 (diag. 2).

 

Nota

 

Caso o treinador não disponha de seis jogadores para comporem a EO, pode utilizar apenas os três do bloqueio. O intuito é de criar dificuldade para a ET.

 

09 – As duas equipes dispostas da mesma maneira dos exercícios 07 e 08. Agora o treinador/colaborador, no fundo da quadra da EO, lança uma bola para o levantador e este levanta uma Bola Alta, fora da rede, na pos. 4. ET faz a defesa e executa a Transição do Defensivo para o Ofensivo. A bola pára a cada final da ação. A cada X ações o treinador promove um rodízio.

10 – Idem 09, com o levantamento da Bola Alta, fora da rede, na pos. 2, da quadra oposta.

11 – Idem 09, com a Bola Alta, na rede, na pos. 4, como ocorre em jogo.

12 – Idem ex. 10, com a Bola Alta, na rede, na pos. 2.

13 – Agora com o levantamento da Bola Fora da rede, no terço central da rede: como a de um ataque da bola do fundo pela pos. 6.

 

Nota

O sistema de interrupção a cada ação, independentemente do resultado da mesma, tem em vista contribuir para que os jogadores se concentrem, exclusivamente, nos procedimentos defensivos e, conquistada a posse da bola, nos ofensivos. Na continuidade, gradativamente, os exercícios vão se tornando mais dinâmicos. Até simular a realidade do jogo.

 

14 – Repetição dos exercícios 09, 10, 11, 12 e 13. Agora, no caso de bloqueio e cobertura a ET realiza a Re-Ataque. Nos casos em que a bola “morre”, o treinador lança uma segunda bola. A fim de que seja levantada Alta, em uma ou outra extremidade da rede, e/ou para o Ataque do Fundo pela pos. 6.

15 – Idem ex. 14. O treinador-colaborador lançando duas, três ou mais bolas, sempre que a bola “morrer”. É necessário considerar a capacidade física dos jogadores.

16 – Idem ex. 14. Agora, a bola continua em jogo, nos caso em que a EO conquista a posse da bola pela defesa.

17 – Idem ex. 14 (a bola continuando em jogo). O treinador/colaborador lançando uma segunda bola para a EO, para um novo ataque, sempre que a bola “morre”.

18 – Idem 17, com o treinador-colaborador lançando duas, três ou mais bolas, sempre que a bola “morrer”.

19 – A equipe em treinamento (ET) executa o saque pela A equipe oponente (EO) recepciona e ataca por meio de combinações de ataque estabelecidas pelo treinador. ET tenta o bloqueio-ponto e/ou a conquista da posse da bola pela defesa. Caso consiga, realiza a transição do defensivo para o ofensivo.

20 – Um treinador-colaborador no fundo de cada uma das quadras. O que está na quadra da ET executa o saque. EO recepciona e ataca por todos os meios. ET tenta o bloqueio-ponto e/ou a conquista da posse da bola pela defesa.
Caso consiga, realiza a transição do Defensivo para o Ofensivo. E o jogo continua, até que a bola “morra”.
Se morrer por falha de ET (no contra-ataque), o treinador/colaborador, no fundo da quadra, lança uma segunda bola em jogo, a fim da que ET faça um novo contra-ataque. E o jogo continua.
Caso a bola “morra” na quadra de EO, o treinador-colaborador, do fundo, lança uma segunda bola, de maneira que EO faça outro ataque. E o jogo continua.

 

Nota

O exercício 20 já torna a atividade mais intensa, mais próxima da realidade do jogo. Não há intervalos entre uma bola em jogo e outra. Vamos chamar de Módulo o conjunto de bolas em jogo sucessivas. O treinador deve considerar a capacidade física de seus jogadores, afim de estabelecer o tempo de duração de cada Módulo. Ao final de cada Módulo, o treinador promove um rodízio.

 

21 – Um “set” de, por exemplo, de 06, 08 10... pontos, em cada rodízio. O início e reinício do jogo será por meio do saque executado – só – pela ET.

22 – Um set de, por exemplo 25 pontos, com rodízio normal, com saque – só – pela ET.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos Exercícios.

 

1 – Em primeiríssimo lugar. É uma sessão de treinamento tático coletivo. Requer absoluto comprometimento de todos os jogadores (equipe ET e EO) para com os objetivos a serem alcançados. ET, na função defensiva e na transição do sistema defensivo para o ofensivo. EO, na função ofensiva, diria, consciente; atacar tendo em vista propiciar oportunidade para o treinamento de ET.

2 – O treinador deve enfatizar a metodologia do treinamento. Isto é, criar oportunidade, de modo repetitivo, a fim de que ET exercite a função defensiva (bloqueio e defesa) e realize o maior número de vezes possível a transição do defensivo para o ofensivo. O produto final: a consolidação da execução da Transição do Defensivo para o Ofensivo.

3 – Nos primeiros exercícios, o treinamento é de natureza interrompida. Um bola em jogo e pára. O treinador tem oportunidade de fazer correções, ajustar um procedimento ou outro, etc. Pouco a pouco vai se tornando mais dinâmico e intenso. É necessário considerar em que momento a equipe está preparada para avançar na progressão. Enquanto não assimilar um etapa, não adianta passar para outra.

4 – Antes de apresentar os exercícios da sequencia, mencionei um pressuposto: as funções (bloqueio, defesa, levantamento e ataque) são treinadas sistematicamente e, portanto, assimiladas. Subtende-se que os jogadores já sabem executar, eficientemente, todas as funções componentes das transições.

5 – Os primeiros exercícios são iniciados com ataques do treinador-colaborador. Devem diversificar o ataque, ou seja, entremear cortadas potentes com meias-batida, “largadas”, etc. Não deve deixar a equipe se acostumar com só tipo de ataque.

6 – A cada X bolas em jogo, o treinador promove um rodízio. Neste tipo de treinamento, o rodízio normal (1, 2, 3 ...) não é muito bom. Por exemplo, os mesmos jogadores ficam muito tempo no bloqueio e/ou na defesa. Sugestão: rodízio de modo salteado: 1, 3, 5, 2, 4, 6. Os jogadores participam com muito maior motivação.

7 – Nos exercícios com disputa de “sets” com contagem de pontos é preciso cuidar para que não vire “pelada”. O comprometimento com os objetivos deve ser o mesmo. A competição tem em vista aumentar a motivação e aproximar o treinamento à realidade do jogo.

 

Cont. no Art. 114, com outra Seqüência de Exercícios.

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