Estratégias/Táticas - Art. 15

- Estratégias / Táticas Defensivas.

 

- Bolas levantadas para o ataque dos jogadores da Zona de Defesa (continuação).

 

Em continuação ao artigo 14, vamos ver os procedimentos que bloqueadores e defensores devem adotar no sistema defensivo para neutralizar as Bolas Atacadas do Fundo:

- Sem Bloqueio;

- Com Bloqueio Simples;

- Com Bloqueio Duplo;

- Com Bloqueio Triplo.


 

- Procedimentos do Bloqueio.

 

- Bloqueador de Meio/Central.

Como sempre, deve considerar, em primeiro lugar, o ponto em que o levantador da equipe adversária executa o levantamento, após ações de jogo em que o adversário tem a bola para atacar, ou seja: recepção do saque, defesa ou bola que toca no bloqueio:

- com a bola na Zona de Levantamento;

- com a bola fora da Zona de Levantamento.

 

- Com a Bola na Zona de Levantamento

 

É a situação em que o bloqueador encontra maior dificuldade, uma vez que, é obrigado a saltar para o bloqueio da Bola de Tempo, o que o atrasa para o bloqueio das demais bolas da combinação. Quando a combinação é concebida com inteligência e executada com perfeição, o bloqueador de meio dificilmente consegue chegar a tempo para o bloqueio das Bolas de Fundo. De qualquer maneira, deve tentar e a primeira decisão a ser tomada é:

- saltar o máximo, a fim de "matar" a bola de tempo;

- saltar pouco, tendo em vista poder saltar uma segunda vez para o bloqueio das segundas e bolas ou das bolas do fundo;

- não saltar, para não se atrasar para o bloqueio das demais bolas da combinação.

 

- Bola Atacada do Fundo nas Extremidades da Rede.

Saltando o máximo ou saltando pouco para o bloqueio da bola de tempo, deve, após cair, olhar a direção da bola e, com as passadas com que consegue maior velocidade, deslocar-se para compor o bloqueio duplo. Caso não consiga chegar, encarregar-se-á da bola "largada" atrás do bloqueio, dentro da zona de ataque.

 

- Bola Atacada no Terço Central da Rede (pos. 6).

Após cair do salto para o bloqueio do ataque da primeira bola, deve ajustar-se por meio de uma Passada Lateral de Ajuste e saltar novamente.

 


 

- Com a Bola Fora da Zona de Levantamento.

 

Constatando que o passe não é apropriado para as combinações de ataque, deve fixar o olhar na bola. Identificando a direção que esta toma, desloca-se com as passadas com que atinge maior velocidade e posiciona-se para o bloqueio no ponto em que a bola é atacada. É conveniente lembrar que, uma vez percebida a direção da bola, durante o deslocamento seu olhar deve se concentrar no atacante que vai cortar. Se o levantamento for no terço central da rede, deve apenas ajustar-se com uma Passada Lateral de Ajuste e esperar o tempo exato para o salto.

 

- Procedimentos na Defesa.

 

Considerando que uma combinação, quando bem executada, dificulta as ações dos bloqueadores, é necessário considerar quatro hipóteses:

- sem bloqueio;

- com bloqueio simples;

- com bloqueio duplo;

- com bloqueio triplo.

Nos artigos que se seguem, ainda que pareça exagero, focalizaremos uma a uma todas estas modalidades. A intenção é a de propiciar tipo um manual que possibilite a comparação entre elas e que sirva de orientação para cada caso.

 

Nota

O bloqueio triplo ocorre raramente nas bolas atacadas do fundo nas extremidades da rede. É mais freqüente nas bolas atacadas no terço central da rede, sobretudo nos casos em que é realizada imperfeitamente.

 


 

A - Bolas Atacadas do Fundo Sem Bloqueio.

 

- Decomposição do Posicionamento em Fases e Atribuições dos Defensores.

1 - Jogadores posicionados na Posição Fundamental (PF), aguardam o passe para o levantador adversário.

2 - Constatando que é propício para as combinações de ataque, permanecem na PF.

3 - Definido o levantamento para o atacante do fundo, recuam uma ou duas passadas e colocam-se de frente para o ataque.

 

- Ataque na Pos. 5 da Quadra do Adversário.

 

D1 - Defesa da bola atacada na pos. 1.
  - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
  - Segunda ação, após a defesa se um companheiro.

 

D6

Da PF desloca-se rapidamente 2 metros para a esquerda e coloca-se de frente para o ataque. São suas atribuições:

  - defesa da bola atacada na diagonal, no fundo da quadra;
  - segunda ação, após a defesa de um companheiro;
 

- bola atacada a "meia força" no meio da quadra, principalmente aquelas em que o cortador perde a condição de atacar com violência.

Nota

 

O D6, a fim de adequar-se à uma característica de determinado atacante, pode deslocar-se também para a direita e, com isso, juntamente com o D1, proteger melhor a paralela.

 

D5- Defesa da bola atacada na diagonal.
 - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
 - Segunda ação, após a defesa de um companheiro.

Com relação aos procedimentos dos bloqueadores, como o item é sobre os procedimentos sem bloqueio, vamos partir do pressuposto que os mesmos deslocam-se para tentar chegar no ponto da rede em que o ataque é realizado.

B2 - Do local em que está colocado para o bloqueio da combinação (formação fechada), desloca-se em direção à bola e encarrega-se do bloqueio, provavelmente - individual.

 

B3- Idem B2, com uma diferença. É forte a probabilidade de não chegar a tempo para compor um bloqueio duplo. No caso, encarrega-se da bola "largada" atrás do bloqueio, dentro da zona de ataque.

 

B4 - O máximo que pode tentar é recuar para a defesa de uma cortada "colocada" na diagonal, dentro da zona de ataque (não há ângulo para a cortada forte nessa região).

No diagrama a seguir, a disposição dos bloqueadores e defensores para o ataque na pos. 5 da quadra adversária.

 

 


 

- Ataque pela Pos. 1 da Quadra do Adversário.

 

D1 - Defesa da bola atacada na diagonal.
  - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
  - Segunda ação, após a defesa se um companheiro.

 

D6 - Da PF desloca-se rapidamente 2 metros para a direita, a fim de ficar de frente para o ataque e tem como atribuições:
  - defesa da bola atacada na diagonal, no fundo da quadra;
  - segunda ação, após a defesa de um companheiro;
  - defesa da bola "largada" no centro da quadra;
 

- bola atacada a "meia força" no meio da quadra, principalmente aquelas em que o cortador perde a condição de atacar com violência.

Nota

 

O D6, a fim de adequar-se à uma característica de determinado atacante, pode deslocar-se também para a esquerda e, com isso, juntamente com o D5, proteger melhor a paralela.

 

D5 - Defesa da bola atacada na paralela (pos.5).
  - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
  - Segunda ação, após a defesa de um companheiro.

 

B4 - Do local em que está colocado para o bloqueio da combinação (formação fechada), desloca-se em direção à bola e encarrega-se do bloqueio, provavelmente - individual.

 

B3 - Idem B4, com uma diferença. É forte a probabilidade de não chegar a tempo para compor um bloqueio duplo. No caso, encarrega-se da bola "largada" atrás do bloqueio, dentro da zona de ataque.

 

B2 - O máximo que pode tentar é recuar para a defesa de uma cortada "colocada" na diagonal, dentro da zona de ataque (não há ângulo para a cortada forte nessa região).

 

No diagrama a seguir, a disposição dos bloqueadores e defensores para o ataque na pos. 1 da quadra adversária.

 

 

- Ataque pela Pos. 6 da Quadra do Adversário.

 

D1- Defesa da bola atacada na pos. 1.
 - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
 - Segunda ação, após a defesa se um companheiro.

 

D5 - Defesa da bola atacada na pos. 5.
 - Defesa da bola "largada" no meio da quadra.
 - Segunda ação, após a defesa de um companheiro.

 

D6- Permaneça na PF, pois já está de frente para o ataque, e tem como atribuições:
 - defesa da bola atacada no centro da quadra;
 - segunda ação, após a defesa de um companheiro, em bolas que vão para o fundo ou para fora da quadra.
  - defesa da bola "largada" no centro da quadra;

Notas

 

- Diferentemente do que se sucede nos ataques pelas extremidades da rede, o D6 não é responsável pelas "bolas "largadas" ou bolas atacadas a "Meia Força", no centro da quadra. Cabe ao D1 e/ou D5, em virtude dos mesmos estarem mais adiantados.

- Não é comum o ataque da bola do fundo pela pos. 6 sem bloqueio. Quando ocorre significa que houve falha. Os bloqueadores, no caso, não têm tempo de participar da defesa. Na melhor das hipóteses, podem recuperar bolas "largadas" dentro da zona de ataque. Portanto, considero desnecessário enumerar suas atribuições.

 

No diagrama a seguir, forjo uma situação de jogo em que os B4 e B3 acompanham um atacante da bola de tempo e a bola foi levantada para o fundo na pos. 6. No caso, não conseguem deslocar para o bloqueio. É um caso em que o ataque é realizado sem bloqueio.

 

 

Continuação no art. 16 com os Procedimentos de Bloqueadores e Defensores com Bloqueio Simples

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