Estratégia/Tática - Artigo 08

Estratégia/Tática Coletiva - Defensiva

 

- Bolas Altas nas Extremidades da Rede - Estratégia com Bloqueio Triplo.

- Procedimentos na Defesa.

 

- Decomposição dos Posicionamentos em Fases.

1. Jogadores dispostos na Posição Fundamental no momento da recepção do saque ou posse de bola pelo adversário, obtida após defesa ou toque no bloqueio.. (diagrama a seguir).

 

Nota

No diagrama a seuir, a Posição Fundamental no Bloqueio (PF) Fechada, a mais utilizada por equipes de alta competitividade. Nas equipes de iniciantes, onde a freqüência de bolas de 1o. Tempo e Combinações é bem menor, esta PF pode ser a Afastada.

 

2. Constatada a impossibilidade dos ataques de 1o. Tempo ou Combinações de Ataque, os defensores posicionam-se para a defesa de bolas altas e aguardam o levantamento (diag. a seguir).

 

 

3 - Definido o levantamento para a pos. 4 do adversário, por exemplo, todos os jogadores se colocam na Posição Fundamental e se preparam para exercerem suas funções.

 

D1

- Defesa das bolas atacadas que passam à direita e/ou por cima do bloqueio (probabilidade menor).

- Defesa das bolas "largadas" atrás do bloqueio, até o centro da quadra (área tracejada, em vermelho, no diagrama a seguir).

- Recuperação das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pela linha lateral direita.

- Segunda ação, depois a defesa de um companheiro.

Notas

- Repare o posicionamento de D1 no ataque na pos. 4 da quadra oposta (A4). É no centro da quadra. De maneira que possa estar com bom ângulo para a defesa das bolas:

a - atacadas por cima do bloqueio (difícil);

b - das que passam entre os bloqueadores (falha do bloqueio);

c - das que tocam o bloqueio;

d - das "largadas", por cima do bloqueio, dentro da Zona de Ataque.

Por opção tática, neste caso, D1 por se posicionar mais à frente para assegurar a defesa da bola largada atrás do bloqueio.

- Vale repetir: é uma situação de jogo (bola alta com bloqueio triplo) em que a maior responsabilidade cabe ao bloqueio. Fica para a defesa a recuperação das bolas "largadas", ricocheteadas no bloqueio e atacadas com menor violência que passam pelos flancos do bloqueio.

 

 

D5

- Defesa da bola atacadas que passam à esquerda do bloqueio.

- Defesa das bolas "largadas" do meio para a esquerda da quadra (área tracejada, em vermelho, no diagrama a seguir).

- Defesa das bolas que tocam no bloqueio e rumam para fora da quadra pela linha lateral esquerda.

- Segunda ação, depois a defesa de um companheiro.

 

Nota

A observação colocada na nota anterior, vale também para o D5.

 

 

D6

- Defesa das bolas bolas atacadas à direita, à esquerda, por cima do bloqueio e entre os bloqueadores (falha do bloqueio), do meio para o fundo da quadra.

- Defesa das bolas "largadas", do meio para o fundo, em toda a extensão da quadra (área tracejada, em verde, no diagrama a seguir).

- Defesa das bolas que ricocheteiam no bloqueio e dirigem-se para o fundo ou para fora da quadra, inclusive as que encobrem os D1 e D5.

- Segunda ação, depois da defesa de um dos companheiro.

 

 

Notas

- Nos diagramas anteriores, apresento o D6 posicionado para a defesa das bolas que passam para a diagonal. Contudo, existe uma variação em seu posicionamento: é deslocar-se para a direita e/ou esquerda, antecipadamente, na situação de jogo - eventual - em que percebe a intenção deliberada do atacante em atacar para a paralela. No caso, ele estará em posicionamento favorável para a defesa das bolas atacadas na paralela, por cima do bloqueio e ricocheteadas no bloqueio que saem pela linha lateral, mais para o fundo da quadra.

- É uma situação de jogo (bola alta com bloqueio triplo) em que a maior responsabilidade cabe ao bloqueio. Fica para a defesa a recuperação das bolas "largadas", ricocheteadas no bloqueio e atacadas com menor violência que passam pelos flancos do bloqueio.

 

- Conclusão.

As Bolas Altas nas Extremidades da Rede ocorrem com elevada freqüência em um jogo de voleibol, de qualquer nível de competitividade. Elas são decorrentes de recepções do saque imperfeitas, bolas não dominadas pelos defensores, etc. Ou seja, é utilizada em face de uma circunstância, praticamente como um recurso. No voleibol de alta competitividade é impressionante a velocidade que os jogadores conseguem imprimir às trajetórias da bola, por ocasião dos ataques e dos saques. Por isso, em que pese a grande capacidade técnica individual de passadores e defensores, é bastante difícil o domínio perfeito da bola pelos adversários. Em razão disso, o treinamento da estratégia defensiva para conter o ataque dessas bolas é extremamente importante e, como não poderia deixar de ser, jogadores e treinadores - em qualquer nível que se encontrem - devem estar plenamente familiarizados com esse tipo de bola.

Como frisado anteriormente, essas bolas são, dentro do contexto global da tática individual no voleibol, as mais simples e que exigem, comparativamente com as demais, menor discernimento da parte do atleta. São bolas, por serem lentas, são previsíveis e percebidas com maior facilidade pelos bloqueadores e defensores; suas defesas requerem menores deslocamentos e menor complexidade na execução dos fundamentos - de bloqueio e de defesa. Isto não significa que sejam fáceis de serem defendidas; muito pelo contrário, pela força com que são atacadas e a velocidade que as trajetórias da bola alcançam, muitas vezes são indefensáveis. Cabe mencionar que é nessas bolas que os defensores se encontram em pontos da quadra mais distante das mesmas. Como vantagem, dispõem de mais tempo para posicionar-se adequadamente e reagir. Em capítulo seguinte, quando trato da tática coletiva, apresento dados concretos, tanto sobre a velocidade alcançada pela bola como sobre os tempos de reação do ser humano, cientificamente comprovados.

 

Continuação no art. 09, com Bolas "Chutadas" nas Extremidades da Rede - Parte I

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