Preparação Física - Artigo 13

- Treinamento da Capacidade Aeróbica - Parte V

- O Treinamento Orgânico Integrado (TOI)

 

- Modalidade 2 - Exercícios de Ataque e Defesa - Parte III.

 

Exercício 31 - Os jogadores dispostos 2 a 2 no sentido transversal da quadra. O ataque é livre (jogador que ataca faz a opção). As duplas realizam o ataque e defesa, alternadamente, por um determinado período de tempo, estabelecido pelo treinador. No final desse tempo há um intervalo para descanso, que pode ser passivo ou ativo (com exercícios, alongamento, etc). Durante esse intervalo os jogadores realizam um rodízio no sentido horário da quadra e, por conseguinte, trocam de companheiros. Terminado o intervalo as duplas reiniciam o exercício de ataque e defesa, param para um novo intervalo e assim por diante até que todos os jogadores pratiquem com todos os seus companheiros.
Resumindo, em um grupo de 12 jogadores, a equipe realiza 11 períodos de ataque e defesa e 11 intervalos. Se forem estabelecidos 2 minutos para os períodos de ataque e defesa e para os intervalos, teremos uma atividade de 44 minutos, que na minha opinião é um excelente trabalho físico/técnico.

No grupo de diagramas a seguir, a maneira pela qual os jogadores são distribuídos na quadra. Repare que J1 trabalha com J7 no primeiro rodízio; com J9, no segundo; com J11 no terceiro; e assim por diante.

 

 

Nota

 

De acordo com o estágio de condicionamento em que a equipe se encontra, a intensidade do trabalho varia. Por esse motivo, é extremamente importante que o treinador e o preparador físico analisem tal estágio para estabelecerem a duração dos períodos de ataque e defesa e dos intervalos.

Exercício 32 – Agora, o ataque e defesa em que os jogadores, alternando-se, dão 2, 3, 4 ataques consecutivos.

Exercício 33 – A mesma mecânica. Agora, com o ataque após salto, isto é, os jogadores saltam, atacam e se preparam para defesa da bola atacada pelo seu companheiro.

Exercício 34 – Idem ex. 33, com os ataques após salto.

 

Notas

1 – O ataque após salto aumenta significativamente a intensidade do esforço. Logo, o treinador deve diminuir o tempo dos estímulos.

2 – Também, requer aos jogadores melhor capacidade técnica individual. Nas defesas, os jogadores devem realmente dominar/controlar a bola, de maneira que está chegue suficientemente alta para o ataque do companheiro. Dependendo no nível de aptidão dos jogadores, o treinador deve recomendar, pelo menos inicialmente, que os ataques sejam executados com menos potência. Na medida em que os jogadores foram adquirindo maior desembaraço, a potência tende a aumentar gradativamente.

 

Exercício 33 – Os atletas posicionados 2 a 2 no sentido Longitudinal da Quadra. Também efetuando rodízio. Realizam o ataque e defesa tradicional, ou seja, alternando os ataque e as defesas.

 

Nota

O exercício realizado no sentido longitudinal é apropriado, em relação aos realizados no sentido transversal, por refletir com maior realidade a situações defensivas do jogo. Isto é, o ataque vem da rede para o fundo da quadra. Por ocasião da defesa, a bola tem que permanecer na região central da quadra.

 

Exercício 35 - Os jogadores dispostos 2 a 2, em um dos lados da quadra; um jogador na rede (dentro da linha de ataque) atacando e o outro partindo da linha do fundo defendendo. O da rede ataca a bola alta e o que está no fundo da quadra, no exato momento do golpe, move-se para frente e realiza a defesa por meio de um toque acima da cabeça. O objetivo é dominar a bola (amortecendo) de tal maneira que esta permaneça na própria quadra. O atacante, após a defesa do companheiro, tem que se deslocar e recuperar a bola, passando-a para o companheiro que defendeu, e voltar ao seu posicionamento inicial o mais rapidamente possível, a fim desferir um novo ataque. Após o término do estimulo, trocam de funções; o que ataca passa a defender e vice-versa. O exercício pode ser realizado estipulando-se o número de bolas defendidas ou por período de tempo estabelecido pelo treinador. No diagrama a seguir, a disposição dos jogadores A (atacantes, na rede) e D (defensores, no fundo) e respectivas áreas de atuação.

 

 

Exercício 36 - A mesma mecânica do ex. 34, com o ataque no alto e a defesa por meio de manchete em suspensão.

Exercício 36 - A mesma mecânica do ex. 34, com a defesa por meio da manchete invertida.

 

Nota

Os exercícios com o ataque alto são de difícil execução. Logo, apropriado a atletas mais desembaraçados.

 

Exercício 37 - A mesma mecânica dos exercícios anteriores, agora com o ataque no corpo. A defesa por meio de manchete normal (amortecimento).

Exercício 38 – Idem ex. 37 (ataque no corpo), à direita e/ou à esquerda. A defesa por meio de manchete normal (amortecimento). O jogador que está defendendo deve realizar um rápido e ligeiro deslocamento para o lado em que a bola é atacada ou defender por meio de uma manchete lateral.

Exercício 39 - A mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é na frente do companheiro, para a defesa por meio de manchete ou manchete seguida de queda ou em mergulho.

Exercício 40 - A mesma mecânica do ex. 39 (ataque na frente), sendo que o ataque é por meio de “largadas", à direita ou à esquerda do defensor. A defesa deve ser feita por meio de mergulho ou rolamento.

Exercício 41 - É a conjugação dos exercícios em que os ataques são no alto e no corpo. O atacante opta por um ataque no alto ou no corpo. O defensor move-se, no exato momento do golpe, em direção ao ataque e escolhe o meio pelo qual fará a defesa. Entre o toque acima da cabeça, manchete invertida, manchete em suspensão ou manchete normal.

Exercício 42 - É a conjugação dos exercícios em que o ataque é no corpo e na frente do defensor. O atacante opta por um ataque no corpo ou mais na frente do defensor. Este escolhe a defesa por meio de manchete normal, seguida de queda ou em mergulho.

Exercício 43 - É a conjugação dos exercícios anteriores. O atacante opta pelo ataque por meio de cortada ou “largada”, no corpo, na frente do defensor. Este escolhe entre manchete normal, seguida de queda ou em mergulho/rolamento.

Exercício 44 - É a conjugação dos exercícios anteriores. O atacante opta por um ataque alto, no corpo, na frente, por meio de cortada ou “largada”. O defensor escolhe entre a defesa por toque acima da cabeça, manchete invertida, manchete em suspensão, manchete normal, ou manchete seguida de queda ou mergulho/rolamento.

Exercício 45 - Todos os jogadores dispostos 2 a 2, no sentido longitudinal das meias quadras. Um na rede e o outro no fundo. Os da rede atacam e os do fundo defendem por determinado período de tempo. Ao final há um intervalo para descanso, que pode ser passivo ou ativo (com exercícios ou alongamentos). Durante esse intervalo os jogadores efetuam um rodízio no sentido horário da meia quadra em que estão praticando e, por conseguinte, trocam de companheiros para iniciarem outro período. Os períodos e intervalos sucedem-se, até que todos os jogadores pratiquem com todos os seus companheiros.
Nos diagramas a seguir, apresento como é feito o rodízio (na quadra maior) e os dois rodízios subseqüentes (nas duas quadras menores).

 

 

Exercício 46 – Idem ex. 45, com os ataques sendo executados após salto.

Exercício 47 – A mesma mecânica do ex. 44. Agora o ataque e defesa é realizado alternadamente. Ou seja, ambos atacam e ambos defendem, alternadamente. Ao final de cada período de tempo, um intervalo para descanso, ocasião que aproveitam para efetuarem o rodízio, de maneira que todos pratiquem com todos; da mesma meia quadra.

Exercício 48 – Idem ex. 47, com os ataques após salto.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos exercícios.

 

1 – Nos artigos anteriores, vários aspectos foram mencionados, obviamente, para o melhor aproveitamento possível com treinamento. É essencial levar em conta os dois principais objetivos: condicionamento físico orgânico e aperfeiçoamento técnico individual.

2 – A fim de alcançar o primeiro, é indispensável a participação do preparador físico. É função dele: o planejamento da sessão como todo; a determinação do tempo de estímulos e intervalos e o controle da intensidade do esforço. Para isso, é necessário que seja metódico, detalhista.

3 – O treinador, por seu lado, tem papel fundamental. A correta execução dos fundamentos contribui para a fluência na execução dos exercícios. Logo, é responsável pela adequação na escolha dos exercícios (de acordo com o nível de aptidão de seus atletas), a explicação da execução e, sobretudo, a sistemática correção por ocasião da execução dos mesmos.

4 – Quanto aos exercícios sugeridos nesta sequência, a disposição dos jogadores na quadra, por si só já limita o espaço que as mesmas têm para trabalharem. Logo, é mais do que requerido precisão nos ataque e domínio da bola na defesa.

6 - O treinador não pode deixar de enfatizar dois pontos importantes: o defensor deve, nos ataques mais fortes, preocupar-se em dominar (amortecer) o impacto da bola; o atacante, depois da ação do companheiro, tem que se empenhar para recuperá-la em qualquer lugar da quadra. Esse expediente desperta a solidariedade entre os jogadores por estabelecer uma estimulação recíproca, qualidade imprescindível a uma equipe.

7 – No ataques realizados após salto, os jogadores têm excelente oportunidade para aperfeiçoar este fundamento. Logo, é preciso observar:

- o salto equilibrado,

- os movimentos do tronco e dos braços;

- o ponto em que a bola deve ser golpeada (rigorosamente sobre a cabeça);

- o perfeito encaixe da mão na bola por ocasião do golpe.

Inicialmente, haverá dificuldade. Com a sucessão das sessões, a tendência é a de que todos melhorem bastante. Uma vez melhores, é possível imprimir maior intensidade. Maior intensidade, maior aproveitamento com o treinamento.

8 - Essas sequências de ataque e defesa exigem brutalmente as musculaturas dorso-lombar e da coxa, pelo grande número de flexões do tronco em relação à bacia e da coxa em relação à perna. Quando utilizo essa atividade, estabeleço nos intervalos exercícios abdominais e alongamento da musculatura posterior do tronco e anterior da coxa; sem exigência de tempo, número de repetições, etc...

9 - Essa modalidade de treinamento requer grande quantidade de bolas, de maneira que os jogadores não interrompam a execução dos exercícios para buscarem as mesmas.

 

Continuação do art. 14 com outra Modalidade do Treinamento Orgânico Integrado (TOI) - Bloqueio.

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