Preparação Física - Artigo 12

- Treinamento da Capacidade Aeróbica - Parte VI.

- O Treinamento Orgânico Integrado (TOI)

 

- Modalidade 2 - Exercícios de Ataque e Defesa - Parte II.

 

Nesta Sequência os exercícios são um pouco diferentes do ataque e defesa tradicional. Agora, apenas um dos quais ataca e o companheiro só defende. Terminado o estímulo, trocam as atribuições. E assim por diante revezando-se ao longo de toda a sessão.

 

Exercício 20 - Os jogadores colocados 2 a 2 no sentido transversal da quadra. Os ataques devem ser acima do peitoral do companheiro. J1 ataca. J2, saindo da linha lateral oposta, movimenta-se na direção do ataque e defende a bola, amortecendo-a com um toque acima da cabeça.
A preocupação do que defende é apenas amortecer o impacto da bola, que tomará as mais diferentes direções. O jogador que atacou, deve recuperá-la, passando-a bem (como um levantamento) para o que defendeu e voltar à sua posição original o mais rápido possível, a fim de recebê-la novamente e atacá-la mais uma vez. Após um número de repetições ou tempo estabelecido pelo treinador os dois jogadores trocam de funções.

Nota

A altura da bola por ocasião dos passes e levantamentos garantem um ritmo mais lento durante a execução dos exercícios.


Exercício 21 - Mesma mecânica do ex. 20, com o ataque alto, acima da região peitoral, sendo dirigido à direita/à esquerda do companheiro. A defesa deve ser feita, ainda, com toques acima da cabeça.

Exercício 22 - Idem ex. 20 (ataque acima da região peitoral), com a defesa sendo realizada por meio da manchete invertida.

Exercício 23 – Idem ex. 21 (ataques acima da região peitoral, à direita/à esquerda), com a defesa por meio da manchete invertida.

Exercício 24 - Mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é no corpo do companheiro, entre o peitoral e os joelhos. A defesa por meio de manchete normal. Repito: a defesa o defensor deve ter como objetivo - sempre - o amortecimento do impacto da bola.

Exercício 25 - Idem ex 24, com o ataque sendo direcionado à direita/à esquerda do defensor.

Exercício 26 - Mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é na frente do defensor, cerca de 2 metros, para a defesa por meio de manchete seguida de queda.

 

Nota

A queda que se segue à manchete é maneira de dar harmonia ao movimento do corpo. O jogador, muitas vezes, para não cair, interrompe esse movimento harmônico do corpo e compromete a qualidade da intervenção.

 

Exercício 27 - Idem ex. 26 (ataque na frente do companheiro). O ataque é direcionado à direita/ à esquerda do defensor.

Exercício 28 - Mesma mecânica dos exercícios anteriores. O ataque é por meio de uma "largada", à direita, à esquerda ou na frente do defensor. A defesa deve ser feita com mergulho ou rolamento.

Exercício 29 - É a conjugação dos exercícios em que o ataque é alto (acima da região peitoral) e no corpo (entre a região peitoral e os joelhos). O jogador que está atacando escolhe entre ataque alto ou no corpo. No caso do ataque alto, o defensor, movendo-se no exato momento do golpe, opta pela defesa por toque ou manchete em suspensão ou invertida. No caso do ataque no corpo, o defensor, também se movendo no exato momento do golpe, utiliza a manchete normal.

Exercício 30 - É a conjugação de todos os exercícios. Os ataques são no alto, no corpo ou na frente do defensor, por meio da cortada ou de “largada”. O atacante escolhe. O defensor, movendo-se no momento do golpe, defende por meio da técnica que melhor lhe convier.

 

Nota

Na realização desses exercícios a expressão corporal do atacante deve ser, rigorosamente, a mesma. A razão. Não deixar o defensor perceber o tipo de golpe que será desferido e, conseqüentemente, mover-se antes do ataque. O defensor deve se mover no momento exato em que o atacante golpear a bola.

 

No diagrama a seguir, o botão vermelho simboliza o jogador que ataca. O azul, o defensor. O retângulo delimita a área em que a bola, amortecida pelo defensor, deve permanecer.
O defensor parte das proximidades da linha lateral e move-se na direção da bola; após defendê-la, retorna à sua posição inicial.
Na parte inferior, a área de atuação do atacante. Este ataca uma bola para ser defendida pelo companheiro, que pode dominá-la ou não. Quando não é dominada, o atacante tem que se deslocar para recuperá-la e voltar à sua área de atuação o mais rápido possível, a fim de atacar novamente.

 

 

Nota

É evidente que exagerei, na representação, o tamanho da área de atuação que os dois jogadores ocupam. Como são várias duplas na mesma quadra, o espaço para cada dois jogadores é mais restrito. O raciocínio, entretanto, deve ser o mesmo, isto é o defensor deve preocupar-se em amortecer a bola até mais ou menos o centro da quadra e o atacante deve deslocar-se para passar a bola para o jogador que defendeu.

Esta dinâmica aumenta, de modo significativo, a intensidade do esforço. A vantagem com este tipo de realização do exercício é que se aproxima mais com a realidade do jogo, ou seja, diante de um ataque, a intenção do defensor deve ser a de amortecer o impacto da bola. No bate-bola 2 a 2, tradicional, isso quase sempre não ocorre. O jogador defende passando para o companheiro e este quase nunca se move.

 

Continuação no artigo 13 com outra Sequência de Exercícios de Ataque e Defesa.

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