Pergunte ao Jorjão

Fala Jorjão,

Aqui é o Felipe Antunes, lá da Rio Sport Center, tudo bem ?? Visitei o seu site e gostei muito. Parabéns !!! É uma idéia muito interessante, de mostrar para todos o seu conhecimento. Eu mesmo já li quase tudo, já sabia até de cor alguns exercícios. Era como se estivesse tendo um treino com você mesmo !! A parte dos bastidores também é muito boa. Aquelas historias são impagáveis. Coloquei até o meu pai para ler todas elas, ele se divertiu também. Agora, lendo essas histórias, nos bateu uma curiosidade. Como o Bené adquiriu tanto conhecimento sobre Voleibol, já que ele foi criado na zona, analfabeto de pai, mãe e parteira e sem diploma ??? Pelo que eu entendi, ele era um espetacular observador, foi assim que ele aprendeu tanta coisa ?? Se puder tirar nossa dúvida, agradecemos. Bom, é isso ai, vou ficando por aqui. Antes de ir, queria dizer que me sinto um privilegiado de poder ter convivido com você durante esse tempo e também ter a honra de ter você como professor. Aprendi muito com você, não só dentro da quadra, mas fora também. Obrigado por tudo Jorjão !!

Abraços Felipe Antunes, Rio de Janeiro (RJ)

R - Estimado Felipe.

Bené, como tenho colocado em "Conversas com Bené", se auto-intitulava professor de voleibol. Nào admitia ser chamado de técnico. Não teve qualquer pretensão de aprofundar-se em matérias importantes na formação do técnico. Por exemplo, treinamento desportivo, preparação física, fisiologia, anatomia, etc... Seu foco sempre foi, única e exclusivamente, a técnica individual. Foi jogador de voleibol que, segundo ele, tinha excepcional e rara técnica.

Apreciava os jogadores que sabiam jogar, que jogavam com inteligência e que davam espetáculo. Sua missão foi cumprida. De que maneira?

Todos os dias caminhava pela praia de Copacabana, na parte da manhã. Percorria as filas da sessão das duas dos cinemas, de Copacabana. Freqüentava as torcidas jovens em jogos no Maracanã. Tudo em busca de talentos. Todo menino alto, com o biotipo para jogar voleibol e aparentando 11, 12 e 13 anos, ele perguntava a idade. Se tivesse a idade para jogar na categoria Mirim, ele convidava, imediatamente, para jogar no Fluminense.

Tinha como qualidades: extraordinário "olho clínico", imensa facilidade de fazer a garotada gostar do voleibol e promover um ambiente agradável. Colocava a turma para jogar e ficava dando dicas, exaltando as boas jogadas, caçoando das más jogadas, etc... Enfim, promovia uma ambiente em que a garotada se sentia à vontade para jogar, criar e se divertir.

Assim formou inúmeros grandes jogadores e muitos dos quais chegaram à Seleção Brasileira e são festejados em todo o mundo.

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