História/Bastidores

Sami Mehlinsky escalou Hamilton Baiano com dedo fraturado... tá maluco?

O professor Sami Mehlinsky, ex-treinador e atual da membro da Confederação Brasileira de Voleibol - uma legenda do nosso voleibol - conta, que quando dirigia o C.R. do Flamengo, na década de 60, a recepção do saque era realizada exclusivamente por meio do toque de bola acima da cabeça. Não havia, ainda, a manchete. Quando a bola vinha mais baixa, os jogadores agachavam-se, executavam o toque e rolavam para trás. Os jogadores eram exímios na execução desse fundamento e havia um que destacava-se entre todos; o levantador Hamiltom Baiano.

No jogo que decidia o Campeonato Carioca, Hamilton Baiano não poderia jogar, por estar com o dedo da mão fraturado. Por algum motivo, que o Sami não revelou a ninguém, deixou o Hamilton no banco de reservas com o dedo fraturado.

Em momento decisivo da partida, a recepção não andava bem e havia um jogador produzindo bem abaixo dos demais. A equipe adversária preparava-se para sacar e, certamente, o faria sobre o referido jogador. Motivado por essas intuições que ocorrem com os técnicos, colocou o Hamilton na quadra, para participar da recepção.

Muito gente pensou que Sami não estava "regulando" bem. O adversário, conhecendo a qualidade do Hamilton não sacou nele e sim em um outro; tudo que o Sami queria.

Esse fato demonstra como o toque de bola foi largamente utilizado no voleibol, até o início da década de 60, para a recepção do saque. Em 1962, foi substituído pela manchete e, a partir de então, abolido, punido, etc... Agora voltou a ser permitido e, ainda, sem a exigência de ser perfeito.

A tendência é que os jogadores ganhem habilidade nessa técnica e passem a explorá-la com grande frequência e novas táticas sejam criadas. Por esse motivo, deve ser treinado, pois é adequado em muitas circunstâncias em uma partida.

 

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