Histórias/Bastidores 29

Assassino da gramática.

 

Este "causo" pode concorrer ao Lero-Lero de Ouro, promovido pelo jornalista Ricardo Maurício Prado, em sua coluna no jornal O Globo.

O treinador - não posso dar o nome - tinha extrema dificuldade com a concordância verbal. Seus comandados riam a valer com seu português. No começo de um treinamento mandava: vamos formarem na linha (lateral da quadra). O tempo todo: vamos se esforçarem, podem pararem, etc...

Um belo dia quase matou a turma de tanto rir. Reuniu o time em torno de uma mesa, sem cadeiras. Os jogadores sentaram-se ou ajoelharam-se em torno da mesma e, por isso, ficavam apenas com a cabeça acima da mesa. O "professor", sentado numa cadeira, passou a instruir o time sobre como jogar contra determinado adversário, no dia seguinte.

- Olha aqui moçadinha, o time deles joga muito bem no ataque. Mas não gosto da defesa deles. Acho que jogam muito "prantados".

A rapaziada, em volta da mesa, tentava conter as risadas. Os que não conseguiram abaixaram-se, discreta e lentamente, para debaixo da mesa. O treinador olhou meio desconfiado, fez uma pausa, mas continuou.

- Como estava falando, a defesa deles joga "prantada".

Mais risadas, mais gente sob a mesa e mais gente prendendo o riso. O professor, muito desconfiado, foi ficando vermelho de raiva, não aguentou e explodiu:

- Vocês tão rindo de que, porra?!?! Vamos prestarem atenção aqui!!!! Estou falando do nosso próximo adversário. Do "pranteamento" defensivo deles, que podemos explorar... Tenha a santa paciência... Vamos prestarematenção!!!

Todos embaixo da mesa, acabou a palestra.

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