Estratégias/Táticas - Artigo 55

- Estratégia/Táticas - Defensivas.

- Estratégia Defensiva p/ Neutralizar Combinações com o Centro entre o Meio e a Saída da Rede.

- Combinações c/ 3 Atacantes na Rede, com 1 Atacante do Fundo (continuação do art. 54).

- Procedimentos na Defesa.

 

Antes de abordar os procedimentos dos defensores, não custa nada repetir que a estratégia defensiva deve ser elaborada levando-se em consideração que os bloqueios podem ser:

- simples;

- duplo

- triplo.

 

Vamos nos valer das mesmas combinações usadas como exemplo para a apresentação dos Procedimentos no Bloqueio. Reveja-as nos diagramas a seguir.

 

 

 

 

D1

Nos diagramas a seguir, duas alternativas com diferenças importantes, que ditam o posicionamento de D1.

Nos diagramas. 4 e 6, a Bola de Tempo é a Cabeça Atrás atacada à Frente do Levantador. De modo geral, levantada/atacada mais à direita (visão de D1). O ponto em que a mesma é atacada, passando à direita do bloqueio, encontra o D1 frente a frente. Logo, seu posicionamento é, praticamente sobre a linha de ataque (D1 em azul mais escuro). Para a defesa das demais bolas da combinação ele pode recuar um pouco, a fim de obter uma melhor angulação, em relação às trajetórias da bola (D1 em azul mais claro). As setas em vermelho demonstram estes curtos deslocamentos.

No diag. 5, a movimentação de D1 é semelhante à do diagrama 1. A Bola de Tempo é a Cabeça Atrás. De modo geral, levantada/atacada mais à esquerda (visão do D1). O ponto em que a mesma é atacada, passando à direita do bloqueio, agora, é um pouco mais distante. No caso, seu posicionamento pode ser um pouco mais atrás, de maneira que ele fique com angulação mais propícia para a defesa das demais bolas da combinação. Neste caso, o único deslocamento que deve fazer, se necessário, é para o centro da quadra, como está representado pela seta em vermelho. O ataque mais próximo é o da Segunda Bola, de A4, no terço central da rede.

Em ambos, coloco um segundo B3 em azul claro, a fim de sugerir um bloqueio (simples) das outras bolas da combinação.

 

 

 

A seguir, são atribuições de D1.

 

- Defesa das bolas atacadas que passam à direita do bloqueio.

- Defesa das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pela linha lateral em que está posicionado.

- Segunda ação da defesa, depois de defesa de outro companheiro.

- Defesa das bolas “largadas” dentro da zona de ataque, à direita dos bloqueios (duplos ou triplos) em que B2 está envolvido.

 

Nota

Algumas observações importantes com relação às atribuições de D1.

 

A "Largada" da Bola de Ponta, de A5, requer muita atenção. D1 se encontra com uma postura estática, pois seu posicionamento é muito próximo em relação ao ponto do ataque da Bola de Primeiro Tempo, atacada à frente do levantador. Logo é difícil sua movimentação para esta e para as demais bolas; são possíveis apenas simples mexidas para os lados, à frente, atrás. No caso da de A4 receber a Bola de Ponta (pos. 4 da quadra oposta) e encontrar bloqueio duplo, e o mesmo se posicionar para fechar a trajetória da bola para a diagonal, cabe a D1:

- a defesa da bola que passa à direita do bloqueio;

- defesa da bola "largada" à direita do bloqueio, na área destacada (com linhas diagonais em veremlho); B4, que não participa do bloqueio, não tem como percorrer toda a extensão da quadra, passar pelo espaço ocupado pelo bloqueio para defende-la naquele ponto.

A tarefa de D1 é difícil. Só há uma solução: B4 ficar liberado para as bolas atacadas na diagonal (tarefa que ficará a cargo só de D5), e se deslocar, antecipadamente, para o ponto em que aguardará uma possível "largada".

 

Nos diagramas 8 o exemplo da situação de jogo em que o atacante da Segunda Bola, de A4, no terço central da rede, enconta o bloqueio triplo. No caso, o ataque por meio da cortada forte é improvável. O que permite D1 e D5 adotarem uma postura mais relaxada, a fim de dividirem a quadra para a defesa da bola "largada"; ou seja, do centro para a direita D1 se encarrega, para esquerda, cabe a D5.

No diagrama 9 é possível reparar novamente a proximidade de D1 ao ponto de ataque de algumas bolas; sobretudo da Cabeça Atrás atacada à Frente do Levantador e da Bola do Fundo, ambas levantadas/atacadas no terço central da rede. No caso de o atacante, A5, da Bola de Ponta, de A5, encontrar o bloqueio triplo (pouco provável), a defesa da bola "largada" caberá:

- a D1 atrás de todo o espaço ocupado pelo bloqueio;

- a D5, da linha do último bloqueador (B4) à linha lateral esquerda, dentro da Zona de Ataque (ZA) ; atrás da ZA cabe a D6, uma vez que, D5 está posicionado para a defesa da bola atacada na diagonal, dentro da ZA.

 

 

 


 

D5

Além das observações feitas na apresentação dos procedimentos de D1, algumas considerações sobre o posicionamento de D5. Inicialmente, algumas peculiaridades que podem ocorrer no bloqueio. Nos diagramas 10 e 11 a seguir, os exemplos.

- B3 bloquear simples a bola de Primeiro Tempo;

- B4 se posicionar para auxiliar B3 nos bloqueios das bolas atacadas no terço central da rede e, por conseguinte, se atrasar para o bloqueio das bolas atacadas na extremidade da rede (pos. 2 da quadra oposta).

Diante dessas observações, D5 se posicionar originalmente mais atrás (D5 grafado em azul claro). No momento do levantamento, dependendo da bola que é levantada, adiantar-se (D5 grafado em azul mais escuro), deslocar-se mais à direita (setas vermelhas), de modo adequar-se à cada trajetória.

 

 

 

Vejamos as atribuições de D5.

- Defesa das bolas atacadas à esquerda do bloqueio (simples, duplo ou triplo).

- Defesa da bola que ricocheteia no bloqueio e sai da quadra pela linha lateral esquerda.

- Segunda ação da defesa, após qualquer toque de companheiros.

- Defesa das bolas “largadas”, dentro da zona de ataque, por ocasião de bloqueio duplo ou triplo.

 

Nota

Na apresentação dos procedimentos de D1, está demonstrado, em diagramas, as áreas da quadra em que D5 é responsável pela defesa.

 


 

D6

 

O jogador de defesa-centro (D6), de acordo com a estratégia ou táticas da equipe adversária, pode ser posicionado de três maneiras:

- no centro da quadra;

- no centro-direito da quadra;

- no centro-esquerdo da quadra.

Nos diagramas a seguir, estão os exemplos.

No diag. 12, está posicionado no centro da quadra. Dali desloca-se para a direita ou para esquerda, após o levantamento: de acordo com a estratégia defensiva da equipe ou com sua sensibilidade tática individual.

No diag. 13, está deslocado para o centro-direito da quadra. A fim de facilitar o raciocínio, utilizei a combinação em que os pontos de ataque mais próximos são os da 1a. Bola Cabeça Frente e da Bola de Ponta. D1, como vimos na apresentação de seus procedimentos, se posiciona mais a frente, a fim de defender a 1a. Bola. Na medida do possível, recua para a defesa da Bola de Ponta e das demais bolas da combinação. D6, se posiciona, antecipadamente para sua direita. Juntos, D1 e D6, responsabilizam-se por todas as bolas atacadas no flanco direito da quadra.

No diag. 14, está deslocado para o centro-esquerdo da quadra. O exemplo agora é com a combinação em que os pontos de ataque mais próximos são os da 1a. Bola Cabeça Atrás e da Bola do Fundo (pela pos. 1 da quadra oposta). D5, também se posiciona mais a frente, para a defesa da 1a. Bola e, na medida do possível, recua para a defesa da Bola do Fundo e das demais bolas da combinação. D6, se posiciona, antecipadamente, para sua esquerda e, juntamente com D5, responsabiliza-se por todas as bolas atacadas no flanco esquerdo da quadra.

 

 

Feita esta introdução, vejamos os procedimentos do D6.

- No posicionamento Centro da Quadra:

- defesa das bolas atacadas que passam, à direita, à esquerda, por cima e entre os bloqueadores, do centro para o fundo da quadra;

- defesa das bolas “largadas” do centro para o fundo da quadra, de uma linha lateral à outra;

- defesa das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pelas linhas laterais (inclusive as que encobrem D1 e D5) e/ou pela linha do fundo;

- segunda ação da defesa, depois de qualquer toque dos companheiros.

 

- No posicionamento Centro-Direito da Quadra:

- defesa das bolas atacadas que passam, à direita, por cima, entre os bloqueadores, do centro para o fundo, do flanco direito da quadra;

- defesa das bolas “largadas” do centro para o fundo da quadra, de uma linha lateral à outra;

- defesa das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pelas linhas laterais (inclusive as que encobrem D1 e D5) e/ou pela linha do fundo;

- segunda ação da defesa, depois de qualquer toque dos companheiros.

 

No Posicionamento Centro-Esquerdo da Quadra.

- defesa das bolas atacadas que passam, à esquerda, por cima, entre os bloqueadores, para o flanco esquerdo, do centro para o fundo da quadra;

- defesa das bolas “largadas” do centro para o fundo da quadra, de uma linha lateral à outra;

- defesa das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pelas linhas laterais (inclusive as que encobrem D1 e D5) e/ou pela linha do fundo;

- segunda ação da defesa, depois de qualquer toque dos companheiros.

 

Nota

Embora esteja deslocado mais para direita ou mais para esquerda, ele continua sendo o último homem da defesa. Digo isso porque é atribuição bastante difícil, defender bolas “largadas” (no fundo da quadra, de uma linha lateral a outra) recuperar bolas que tocam no bloqueio e saem (pelas linhas laterais e do fundo).

 

Observação Importante

Apresentamos as Combinações de Ataque, com 3 Atacantes na Rede, sem Atacantes do Fundo, e com 3 Atacantes na Rede, com 1 Atacante do Fundo. Caberia uma pergunta: e com 2 atacantes do fundo, existe? Pode até existir. Com a mudança da regra que permite que um dos jogadores de defesa seja substituído pelo Líbero, este tomou o lugar de um possível quinto atacante. Ou seja, dos três jogadores da linha de defesa, 1 é o levantador, 1 é o Líbero e outro é o que pode atacar da segunda linha.

 

Continuação no artigo 56, com Combinações do Meio para a Entrada da Rede, sem Atacante do Fundo

 

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