Estratégias/Táticas - Artigo 43

 

- Estratégia/Táticas - Defensivas.

- Estratégias/Táticas - Coletiva.

- Estratégia Defensiva para Neutralizar Combinações com o Centro entre o Meio e a Saída da Rede (pos. 2).

- Combinações c/ 2 Atacantes na Rede e c/ 01 Atacante do Fundo (continuação do artigo 42).

- Procedimento na Defesa.

 

Nos artigos 21 ao 30 focalizamos as Bolas de Tempo. São mencionadas v árias observações relacionadas às suas execuções. São elementos importantes e contribuem para a tomada de decisão dos defensores. Para revê-los clique.

Creio que vale recapitulá-los.

1 - Os defensores devem considerar que as combinações podem ser finalizadas com:

- bloqueio duplo;

- bloqueio simples;

- sem bloqueio.

A - Ataque finalizado com bloqueio duplo ou triplo, grande probabilidade de sucesso do bloqueio ou do amortecimento da bola pelo bloqueio. Os defensores devem estar atentos às bolas ricocheteadas no bloqueio e às "largadas".

B - Ataque finalizado com bloqueio duplo "quebrado" ou simples. Menor possibilidade de sucesso do bloqueio. Os defensores devem estar atentos às bolas que passam entre os bloqueadores e às atacadas mais para baixo.

C - Ataque finalizado sem bloqueio. Probabilidade mínima de sucesso da defesa. Pela velocidade da bola, o tempo de reação do homem não é suficiente para sua realização.

O sucesso do Sistema Defensivo é consequência da produção eficaz dos bloqueadores e defensores; suas funções são interdependentes.

 

2 - Maneiras de levantamento e ataque das Bolas de Tempo.

Como mencionado na classificação das Bolas de Tempo, são divididas em:

- Próximas do Levantador;

- Afastadas do Levantador.

 

- Próximas do Levantador.

 

- Cabeça à Frente é executada de três maneiras:

- Reta, trajetória da bola à direita e à esquerda na mesma proporção; varia para mais ou menos devido à característica individual do atacante.

- Positiva, maior probabilidade de trajetória da bola à esquerda do bloqueio, para a pos. 5;

- Esquerda, são frequentemente atacadas à direita do bloqueio, para a pos. 1.

 

- Cabeça Atrás é executada com atacante aproximando-se saindo da pos. 3 e da pos. 2. De acordo com o ponto de onde parte o atacante, variam as maneiras com que as mesmas são executadas.

- Na Cabeça, é realizada imediatamente atrás do ponto em que o levantador executa o levantamento, independentemente do ponto em que o atacante parte; da pos. 3 ou da pos. 2. É favorável ao direcionamento da bola para ambas as metades da quadra adversária; no sentido da pos. 5 ou da pos. 1.

- Passada, é levantada/atacada cerca de 1 metro além do ponto em que o levantador executa o levantamento e varia de acordo com o ponto em que o atacante parte.

- da pos 2, é levantada/atada cerca de 1 metro para o centro da rede; é afeita ao direcionamento da bola para a pos. 1 da quadra adversária;

- da pos. 3, é levantada/atacada cerca de 1 metro para a saída da rede: é afeita ao direcionamento da bola para a pos. 5 da quadra adversária.

 


 

- Afastadas do Levantador.

 

- A Chutada no Meio. A trajetória da Bola - entre as mãos do levantador e o ponto no qual é atacada - é velocíssima. Cabe ao atacante se adequar de modo atacá-la com a mesma eficácia, tanto à esquerda (para pos. 1) quanto à direita (pos. 5). De que maneira? Golpeando a bola rigorosamente sobre o eixo de seu corpo. Na figura a seguir, a linha tracejada vertical representa o eixo do corpo do atacante. A bola tem que ser atacada rigorosamente no prolongamento deste eixo (bola a), de modo facilitar o ataque para os dois flancos da quadra oposta. O ataque no ponto em que está a bola b, o atacante tem maior facilidade para o ataque à esquerda; todavia, maior dificuldade para o ataque à direita. No ponto da bola c, o contrário; maior facilidade para a direita e maior dificuldade para a esquerda.

 

 

 

 

- A China com 1 Pé na Saída da Rede é atacada à esquerda ou à direita do bloqueio, de modo geral, em face de algumas circunstâncias.

a - A velocidade da trajetória da bola:

- retilínea, a bola descreve um segmento de reta entre as mãos do levantador e o ponto em que é golpeada;

- curvilínea, a bola descreve uma curva entre as mãos do levantador e o ponto em que é golpeada.

 

A velocidade da bola varia, de modo geral, de acordo com a velocidade do atacante, tanto na aproximação para o ataque quanto nos movimentos do tronco e dos braços. Quando o atacante não tem velocidade é possível reparar que ele a golpeia a bola fora do seu eixo de ação, enfim sem o perfeito controle da mesma. A trajetória curvilínea é mais lenta. É apropriada a jogadores mais lentos que, no entanto, a alcançam em pontos mais altos. Possibilita ao atacante optar pela trajetória à esquerda ou à direita, com igual facilidade.

 

b - O Ponto em que o atacante golpeia a bola:

- bola afastada do seu próprio corpo, as maiores probabilidades são ataque à direita do bloqueio e ataque no bloqueio para fora da quadra ("explorada");

- bola sobre o eixo do corpo do atacante, propicia o direcionamento da mesma, tanto para a pos. 1 quanto para a pos. 5.

 

3 - A velocidade de deslocamento (aproximação final) do atacante para o ataque.

É interligada à trajetória da bola (item anterior) e ao ponto em que o atacante desfere o golpe na mesma. Os recursos técnicos do atacante (característica individual), tornam a trajetória da bola seja absolutamente imprevisível; a bola pode ser atacada à direita, à esquerda e por sobre o bloqueio, além da "exploradas" e "largadas".

 

Feita esta recapitulação, passamos aos procedimentos dos defensores. Apresento a seguir, os procedimentos e atribuições dos defensores, independentemente da manobra de bloqueio executada e do número de bloqueadores envolvidos por ocasião da finalização do ataque. Como procedimento geral e rotineiro, inicialmente, é necessário atentar para os primeiros passos.

1 - Defensores na Posição Fundamental (PF) aguardam a recepção pela equipe adversária.

2 - Com a recepção apropriada para a execução das combinações de ataque, permanecem no posicionamento mais adiantado.

3 - Após o levantamento ajustam-se a fim de ficarem de frente para o ponto da rede onde a mesma é atacada.

 

D1

- Defesa da bola atacada, no segundo toque, pelo levantador, à direita do bloqueio, nas imediações da linha de ataque.

- Defesa da Bola de Tempo (Cabeça Frente, Cabeça Atrás, "Chutada de Meio" ou China com 1 Pé na Saída da Rede) atacada à direita do bloqueio. Alguns aspectos devem ser considerados. Nos diagramas a seguir, é possível reparar que o D1 tem que fazer ajustes de acordo o tipo da bola de tempo. No diag. 1, a Cabeça Frente, atacada à direita do bloqueio requer do D1 apenas ajuste seu corpo para ficar de frente para o ataque.

No diag. 2, a Cabeça Atrás, também atacada à direita do bloqueio, propicia maior ângulo ao atacante, o que obriga o D1 entrar um pouco mais para dentro da quadra.

No diag. 3, é bastante estreita a faixa que o atacante da "Chutada de Meio" tem para direcionar a bola. Porém, a distância entre o ponto do ataque e D1 é muito curta. Requer grande velocidade de reação.

No diag. 4, a China com 1 Pé na Saída da Rede, quando atacada à direita do bloqueio pode ser bem angulada e bem para baixo. O D1, no caso, tem que se deslocar para frente (dentro da zona de ataque) e para dentro da quadra.

 

 

 

Notas

- Evidentemente, as observações mencionadas variam de acordo com as características dos atacantes.

- Os defensores, de maneira geral e, no caso do exemplo, o D1, devem dar prioridade (no momento de se posicionarem), à defesa da bola cuja trajetória pode ser mais para baixo. As demais, como as atacadas mais para o fundo da quadra, existe o recurso da defesa por meio do toque sobre a cabeça.

- Muito importante: nos casos em que o bloqueio é duplo, D1 é também responsável pelas bolas "largadas" à direita dos bloqueios. Com bloqueio simples, de modo geral, a defesa dessas bolas é de responsabilidade do jogador que não participa do bloqueio.

 

- Defesa da Bola "Chutada", atacada na pos. 4, que passa à direita do bloqueio. Quando bem executada é grande a probabilidade do B2 fazer o bloqueio individual. Quando ocorre, ele pode optar por fechar a passagem da bola para a diagonal ou para a paralela. No primeiro caso, aumenta a faixa que ele tem que guarnecer. No segundo, ao contrário, diminui; cresce o número de bolas que tocam no bloqueio e saem pela linha lateral e as "largadas".

Nos diagramas a seguir, o exemplo das áreas de atuação do D1. No diag. 5, o bloqueador posiciona-se mais para o centro da quadra, uma vez que, é maior a faixa que o atacante tem para o ataque na paralela. No diag. 6, a faixa é menor, portanto, ele se coloca mais próximo da linha lateral.

 

 

- Defesa da Bola do Fundo atacada da pos. 1 e da pos. 6. Na primeira, de modo geral, a trajetória da bola é do meio para o fundo da quadra. Alguns atacantes conseguem angulá-la acentuadamente para a diagonal (interseção das linhas lateral com a linha de ataque), quer por meio de cortada forte, quer com "Meia-Batida" ou até mesmo com "Largada". Na segunda, não há como angulá-la. A trajetória é, mesmo, do meio para o fundo da quadra. Todavia, cresce a probabilidade das bolas "largadas". Em virtude da trajetória da bola ser mais para o fundo da quadra, atacada do fundo, tanto da pos. 1 quanto da pos. 6, o D1 deve recuar da PF para o centro da quadra. No caso das trajetórias anguladas e/ou das "largadas" - muito mais lentas - ele desloca, deste posicionamento, para tentar a defesa.

No diag. 7, o exemplo das trajetórias da bola atacada pela pos. 1. No diag. 8, da pos. 6. De modo geral, são bolas atacadas mais para o fundo da quadra. As Meias-Batidas e as Largadas à direita do bloqueio, e dentro da Zona de Ataque, são de responsabilidade dos atletas que não participam do bloqueio.

 

 

- Defesa das bolas "largadas" que passam a direita e/ou por cima do bloqueio, da rede até o centro da quadra, no sentido longitudinal, e do centro da quadra até a linha lateral da quadra.

Nos casos das bolas de tempo é necessário considerar caso a caso. Nas bolas Cabeça Atrás e China com 1 Pé na Saída da Rede, o B2 não tem tempo para se deslocar para compor bloqueio duplo com o B3. Logo, desloca na direção em que a bola é levantada e, em caso da "largada", encarrega-se da defesa.

O mesmo raciocínio vale para as bolas atacadas do fundo. A atacada pela pos. 6 pode ter o B2 no bloqueio duplo; a "largada" é de responsabilidade do D1. A atacada pela pos. 1, sim, a "largada" cabe a B2.

- Defesa de todas as bolas que ricocheteiam no bloqueio e saem da quadra á direita. No caso da Bola de Ponta, é a chamada "explorada" do bloqueio; muito freqüente quando há o bloqueio duplo.

- Segunda ação, após defesa de um companheiro, em todas as bolas das combinações.


D5

- Defesa das bolas atacadas à esquerda do bloqueio.

As 1ª Bolas, Cabeça à Frente (do tipo Positiva), Cabeça Atrás (do tipo Passada), "Chutada de Meio" e China com 1 Pé, atacadas com bloqueio duplo e, muito mais, com simples, são frequentemente direcionadas para a área sob responsabilidade do D5. Repare que na Cabeça Atrás e na China com 1 Pé ele fica frente a frente e com o atacante, e a uma mínima distância em relação ao ponto em que a bola é golpeada.

Nos diagramas a seguir, é possível reparar que a área do D5 é exígua com o bloqueio duplo. Com o simples, aumenta significativamente.

 

 

 

- A Bola Atacada do Fundo pela pos. 1 é atacada defronte ao ponto em que o D5 está posicionado. O Bloqueador da extremidade da rede (B4) pode adotar dois procedimentos. Fechar a passagem da bola para a paralela ou para a diagonal. No segundo caso, ele se posiciona mais para o centro da rede e deixa uma faixa consideravelmente larga para o D5 (diag. 13). Já a atacada pela pos. 5, é, de modo geral, direcionada mais para o fundo da quadra; no caso, ele tem que recuar um pouco a fim de adequar seu posicionamento (diag. 14).

As bolas "largadas" devem ser defendidas pelos bloqueadores que não participam do bloqueio. Ou seja:

- no ataque pela pos. 1, o Bloqueador Central (B3), senão chegar a compor um bloqueio duplo, ou o Bloqueador da Extremidade Oposta (B2), caso B3 componha o bloqueio duplo:

- no ataque pela pos. 6, bloqueio duplo com B2, "largada" cabe ao B4; com B4, cabe ao B2.

 

- Bola de Ponta, na pos. 4 da quadra adversária. É atacada em área bem abrangente. Com o bloqueio duplo ela diminui bastante; alguns atacantes conseguem acentuar a angulação da trajetória da bola e colocá-la dentro da Zona de Ataque. No diag. 15, coloco as duas trajetórias e dois quadriláteros tracejados: amarelo ângulo mais aberto; cinza, ângulo mais fechado. A seta tracejada, em cinza, demonstra o deslocamento que D5 deve fazer.

Com o bloqueio simples (diag. 16), aumenta bastante a área de atuação do D5 e, consequentemente, os percursos dos deslocamentos que ele tem que fazer para adequar seu posicionamento. Inclusive para frente, diante da possibilidade que os atacante dispõem para cortar mais para baixo. As setas tracejadas em verde exemplificam os deslocamentos.

 

 

Nota

Na disposição completa dos jogadores na quadra, veremos que existe a opção do bloqueador da extremidade (B4) recuar para tentar a defesa (juntamente com o D5) das bolas atacadas na diagonal.

 

- Defesa das bolas "largadas" à esquerda do bloqueio e dentro da zona de ataque. De modo geral, em virtude da velocidade com que as 1ª Bolas são executadas, a defesa das bolas "largadas" tem a colaboração fundamental dos bloqueadores que não participam do bloqueio, sobretudo, quando o mesmo é Simples (diags. 17,18, 19 e 20).

 

 

Com o Bloqueio Duplo:

- B4 e B3 atuam no bloqueio da Cabeça Frente (diag. 21), da Cabeça Atrás (diag. 22) e da China com 1 Pé na Saída da Rede (diag. 23). A cobertura para a bola 'Largada é feita por B2, que não participa dos bloqueios, e D5 (se possível).

- Na "Chutada de Meio" (diag. 24), B2 é o mais indicado para a composição do Bloqueio Duplo. Em virtude da proximidade de seu Posicionamento Fundamental e o Ponto em que a bola, de modo geral, é atacada. B4, no caso, é o responsável pela cobertura da bola "Largada, dentro da Zona de Ataque.

 

Nota

B2 é o responsável pelas bolas que passam à direita ou por cima do bloqueio. As que passam à esquerda, são de responsabilidade do D5. É atribuição difícil de ser cumprida, em virtude da grande incidência de bolas atacadas na área em que está posicionado; sua grande chance se dá quando ocorre qualquer erro de execução.

 

 

Notas

- O Posicionamento do D5 é altamente desfavorável para a defesa das bolas "largadas", tanto dentro da zona de ataque quanto atrás da linha de ataque. O ataque das bolas de tempo China com 1 Pé e Cabeça Atrás são executadas em pontos muito próximos ao que ele está posicionado. Quando bem executadas, há grande probabilidade de falhas na composição do bloqueio (espaço entre os bloqueadores). Por causa disso, a postura do seu corpo é para a defesa das bolas atacadas por meio de cortada forte.

- Nas bolas atacadas do fundo, vale o mesmo raciocínio para as "largadas" (à esquerda do bloqueio). As mesmas são executadas praticamente no mesmo tempo das Bolas de Primeiro Tempo. Logo, geralmente, B3 está envolvido. Executada pela pos. 6, o bloqueio duplo pode ser composto com o B3 e B2 ou com B3 e B4. No primeiro caso, as "largadas" que passam à esquerda são de responsabilidade do B4; no segundo, do B2. Na que é executada pela pos. 1, o Bloqueio Duplo é com B4 e B3 (se possível). Cabem ao B2, que não participa do bloqueio, e do D5 (se possível).

 

- Defesa de todas as bolas que ricocheteiam no bloqueio e saem da quadra à esquerda. Nos casos das 1as Bolas China com 1 Pé e Cabeça Atrás‚ são muito comuns as "exploradas" do bloqueio.

- Segunda ação, após defesa de um companheiro, em todas as bolas das combinações.

 


 

D6

- Defesa das Bolas de Tempo (Cabeça Frente, Cabeça Atrás, "Chutada de Meio" e China com 1 Pé).

- Atacadas à esquerda e/ou à direita do bloqueio, simples ou duplo, do meio para o fundo da quadra. O posicionamento mais comum do D6 é no centro da quadra (linha tracejada em cinza), como está exemplificado no diagrama 25.

Pode também se posicionar, antecipadamente, à direita ou à esquerda do centro da quadra, de acordo com uma circunstância eventual. De modo geral, diante da característica individual do atacante adversário. Por exemplo, um que ataca mais para a pos. 5 (diag. 26); ou de outro que ataca mais para a pos. 1 (diag. 27). Nos dois últimos casos, a responsabilidade da defesa é de D5 e D6, para as bolas atacadas para a pos. 5 e de D1 e D6, nas atacadas para a pos. 1.

 

 

Notas

- D1 e D5 se encarregam da defesa das bolas atacadas do centro da quadra até a rede. D6, do centro para o fundo da quadra.

- As bolas "Largadas", dentro da Zona de Ataque, são de responsabilidade do bloqueador mais próximo ao ponto do ataque.

 

- Defesa da Bola Atacada do Fundo, pelas pos. 1 e 6. O posicionamento do D6 segue o mesmo raciocínio utilizado para a defesa das Bolas de Tempo. Pode ser no centro da quadra, mais à esquerda ou mais à direita. Obviamente, tendo em vista adequar-se às características individuais dos atacantes adversários.

 

- Defesa da Bola de Ponta, atacada da pos. 4, da quadra adversária. É requerido ao D6 discernimento tático individual, a fim de considerar alguns aspectos importantes.

1 - Ataque da Bola Fora da Rede. A maior probabilidade é o direcionamento da bola no terço final da quadra, para ambos os flancos (diag. 28).

2 - Ataque da Bola Curta. No diagrama 29, uma demonstração do que ocorre. O bloqueio duplo é posicionado mais para dentro da quadra (retângulos em amarelo). O cortador não dispõe de bom ângulo (zona destacada em vermelho) para direcionar a bola na diagonal (pos. 5). Os atacantes de grande categoria tentam direcionar a bola para a pos. 1 (seta tracejada em vermelho). São muito frequentes as bolas que tocam no bloqueio e se dirigem para fora dos limites da quadra (linhas interrompidas em azul mais claro). As setas tracejadas em azul clarinho significam os deslocamentos de D6 para recuperar essas bolas.

3 - Ataque em que a Bola é bem Longa (o mais próxima da antena limítrofe). No diagrama 30, é possível reparar que, desta feita, o bloqueio (retângulos em amarelo) se posiciona bem na extremidade da rede. Logo, o ataque na paralela torna-se bastante difícil. A maior probabilidade é o ataque para a diagonal (pos. 5), uma vez que, o ângulo torna-se altamente favorável (área destacada com linhas em vermelho). No caso, D6 pode se deslocar mais para a esquerda (seta horizontal e D6 em azul claro). É grande a probabilidade das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pela linha lateral direita (linha interrompida em azul mais claro). A seta horizontal, em azul claro, representa o deslocamento de D6 para recuperá-la.

 

 

Notas

- Nos três casos, o posicionamento do D6 é no terço final da quadra. Deste ponto ele se desloca mais para a direita ou para a esquerda.

- De acordo com as características dos atacantes adversários, D6 pode ser posicionado no mesmo flanco em que o bloqueio está posicionado.

- Diante das bolas que tocam no bloqueio e saem da quadra pelas linhas laterais e/ou do fundo, é apropriado e muito comum D6 se posicionar até fora da quadra.

 

4 - Bola Atacada com Bloqueio Simples (diag. 31). É situação extremamente favorável ao atacante. O D6, assim com os demais defensores, deve se adiantar de tal maneira que possa defender a bola atacada mais para baixo.

5 - Bola Atacada com Bloqueio Triplo (diag. 32). Cresce significativamente a ocorrência das bolas que tocam no bloqueio e saem dos limites da quadra (linhas tracejadas em azul mais claro). As setas em azul claro representam os deslocamentos de D6 para recuperá-las.

 

 

- Defesa das Bolas "Largadas", do centro para o fundo da quadra, de linha lateral a linha lateral.

 

- Defesa das Bolas que passam entre os bloqueadores, nos casos de bloqueio duplo e/ou triplo (falha do bloqueio). Nesse caso, D6 deve se adiantar o mais rapidamente possível.

 

- Defesa das Bolas que tocam no bloqueio e se dirigem para o fundo e para fora dos limites da quadra, inclusive as que encobrem dos D1 e D5.

 

- Segunda ação, após defesa de um companheiro, nas bolas que se dirigem para o fundo da quadra.

 

Nota

Nos casos em que o D6 se posiciona antecipadamente, para sua esquerda ele fica bem próximo do D5; para sua direita, bem próximo do D1. Logo, para a composição defensiva bem organizada é fundamental o correto posicionamento de todos os defensores e o conhecimento absoluto das atribuições de cada qual. Tudo isso só é obtido com muito treinamento.

 

Cont. no art. 44 com a Estratégia Defensiva para neutralizar outra Combinação de Ataque.

 

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