Estratégias/Táticas - Artigo 87

 

- Estratégias / Táticas Ofensivas

- Transições entre Sistemas - Treinamento Tático Coletivo.

 

- Sequência de Exercícios no 5 - parte 2 - continuação do artigo 86.

 

- Objetivo: consolidação da execução da ação Defesa – Defesa.

 

66 – A partir deste exercício, a prática tem em vista aperfeiçoar a ação Defesa-Defesa após a recuperação da bola com a Cobertura do Bloqueio pela Equipe Oponente (EO).
O treinador/colaborador, no fundo da quadra da EO, lança uma bola para ser levantada e atacada (por meio de uma meia-batida), na pos. 4, apenas para iniciar o exercício.

A4 ataca intencionalmente no bloqueio de modo que a bola possa ser recuperada pela Cobertura.
Neste exato momento, a ET sai do posicionamento para o ataque de A4, para a Posição Fundamental Defensiva.
Arma-se defensivamente para o segundo ataque, que pode ser em por qualquer dos jogadores, em qualquer ponto da rede ou do fundo, e por qualquer meio de ataque.
O jogo prossegue normalmente até que uma das equipes marque o ponto.

Nos diagramas a seguir o exemplo da movimentação. No diag. 13, a disposição defensiva para o ataque de A4. No diag. 14, a EO posicionada para a Cobertura do Ataque e a ET na Posição Fundamental. No diag. 15, ET armada para o ataque de A3 no centro da rede.

 

 

67 – Idem ex. 66, começando com ataque na pos. 2, da quadra oposta.

68 – Idem ex. 66, começando com ataque na pos. 3, da quadra oposta.

69 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores. O treinador/colaborador lança outra bola para reiniciar o exercício, sempre que uma das equipes marque o ponto. A cada duas bolas em jogo, um intervalo.

70 – Idem ex. 69, com o treinador/colaborador lançando mais bolas. Ou seja, sequências de duas, três ou quatro bolas.

71 – Agora o treinador/colaborador, no fundo da quadra da EO, lança a bola para ser levantada e atacada, pela EO, em qualquer posição da rede ou do fundo, por meio de qualquer golpe. A ET se arma para o primeiro ataque. De acordo com o desfecho do lance, a ET realiza as ações subsequentes. Ou seja.
a - Bloqueio de ponto; reinicia-se o exercício com outra bola em jogo;
b - Bloqueio em que a bola é recuperada pela Cobertura da EO; rearma-se para o Re-Ataque da EO.
c - Bola que toca no bloqueio e é recuperada pela defesa (da ET); realiza o contra-ataque, Transição do Sistema Defensivo para o Ofensivo.
d - Bola que passa pelo bloqueio e é defendida; realiza o contra-ataque, Transição do Sistema Defensivo para o Ofensivo.
Nos três últimos casos o jogo continua em jogo até que uma das equipes marque o ponto.

72 – Idem ex. 71, com o treinador-colaborador lançando uma segunda bola sempre que ocorre um ponto.

73 – Idem ex. 71, com o treinador-colaborador lançando uma segunda, terceira, quarta bola, sempre que uma das equipes marque o ponto.

 

- Aspectos a serem observados durante a realização dos Exercícios.

 

1 - A Sequência de Exercícios começa com uma dinâmica bem lenta. Para que os jogadores se familiarizem com os posicionamentos do Sistema Defensivo. Na medida em que vai havendo assimilação dos mesmos, a velocidade também aumenta. Cada vez mais até que se consiga simular a realidade de um jogo.

2 – Vale relembrar o pressuposto. A equipe tem que ter bem definida a Estratégia Defensiva. Quando as ações dos exercícios vão se tornando mais rápidas, é essencial que todos os jogadores saibam seus procedimentos, tanto no bloqueio quanto na defesa.

3 – Os exercícios começam com um ataque – meia-batida – que tem vista justamente começar a ação. Neste exato momento a equipe em treinamento sai dos posicionamentos defensivos para os ofensivos (contra-ataque) que, no entanto, não ocorre. É muito comum os jogadores saltarem esta segunda ação e partirem logo para a terceira. Ou seja, armarem-se novamente no Sistema Defensivo. O treinador deve chamar atenção para que cumpram todos os segmentos; defensivo – ofensivo – defensivo. Na verdade, a dinâmica de passar de um sistema para o outro, com desembaraço, é justamente o objetivo a ser alcançado.

4 – A comunicação – de todos – os jogadores, com a bola em jogo, contribui e muito para o sucesso na execução dos exercícios. É o que deve ocorrer no decorrer de uma partida.

5 – Todos os exercícios devem ser executados em todos os rodízios. A fim de que os mesmos jogadores fiquem muito tempo na rede (no bloqueio) ou no fundo da quadra (na defesa) o treinador deve saltear os rodízios. Por exemplo: 1 – 3 – 5 – 2 – 4 e 6.

6 – Nos exercícios em que o treinador-colaborador lança uma segunda, terceira, quarta, sempre que a bola “morre”, é necessário considerar o condicionamento físico dos jogadores. Não vale a pena submetê-los aos mesmos sob exaustão física.

7 – No final da sequência os exercícios vão se assemelhando à realidade do jogo. É importante que o treinador cobre comprometimento na busca pelos objetivos a serem alcançados. Isto é, não adianta executar, por exemplo, os ataques de qualquer maneira. Quando não der para dar uma cortada forte, que seja colocada em jogo. Quando não houver como realizar um contra-ataque, colocar a bola em jogo. O ideal é que a bola fique em jogo o maior tempo possível. Com isso, é possível repetir a dinâmica de passar de um sistema para o outro o maior número de vezes possível.

 

Continua no art. 88, com a Conclusão de Transição entre Sistemas (em construção).

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