Estratégias/Táticas - Artig 86

 

- Estratégias / Táticas Ofensivas

- Transições entre Sistemas - Treinamento Tático Coletivo.

 

- Sequencia de Exercícios no 5.

 

- Objetivo: consolidação da execução da ação Defesa – Defesa.

 

A ação Defesa – Defesa ocorre com alguma frequência ao longo de uma partida, de modo geral, em duas circunstâncias:

1 – Defesa em que a bola não é dominada e passa para a quadra do adversário, “de graça”, e esta executa novo ataque;

2 – Bloqueio em que a bola é recuperada pela Cobertura de Ataque e a equipe realiza novo ataque.

 

Nos dois casos, a equipe que estava armada em seu sistema defensivo, arma-se para um possível contra-ataque e tem que rearmar-se muito rapidamente, a fim de tentar a marcação do ponto com o bloqueio ou com a conquista da posse da bola, pela defesa, e a realização do contra-ataque.


É ação que tem que ser treinada, pois muitas vezes, diria, a desarrumação é muito acentuada. Vejamos alguns exemplos.

No diag. 1, a equipe armada para, por exemplo, um ataque do adversário na pos. 4 da quadra oposta. No diag. 2, a equipe sai da disposição defensiva, para realizar a transição defensivo-ofensivo. A posse da bola não é obtida, não há contra-ataque. No diag. 3, retornando ao posicionamento defensivo para um ataque na pos. 2 da quadra oposta. Tudo isso, ocorre em curto período de tempo. Logo, requer bastante percepção e velocidade nos deslocamentos.

 

 

- Pressuposto.

Todos os jogadores da equipe têm que estar familiarizados com seus procedimentos para a composição do sistema defensivo, de modo que, diante desta situação de jogo, todos saibam o que fazer e da maneira mais rápida possível. Do contrário, os exercícios são muito complexos e, consequentemente, inapropriados.

 

- Dinâmica.

 

É difícil simular a situação de jogo a ser treinada. Reproduzir o “timing” da ação (período de tempo em que se realiza a mesma). A fim de contornar esta dificuldade, os exercícios iniciar-se-ão de modo mais lento. Na medida em que forem sendo realizados, a velocidade aumenta gradativamente.

 

53 – O exercício é realizado, passo-a-passo, da seguinte maneira.

1 – A equipe armada defensivamente para um (suposto) ataque na pos. 4, da quadra oposta.

2 – O treinador, na rede (no centro) da quadra oposta, lança uma bola para a quadra da ET, apenas para que rebatida por um jogador qualquer (um toque só) para quadra oposta.

3 – No momento em que a bola passa pela rede (de volta para a quadra oposta), todos os jogadores da ET, recuam para os pontos da quadra dos quais partem para um (suposto) contra-ataque.

4 – A bola é recebida por um jogador/colaborador, que a passa para as mãos do treinador, ainda no centro da rede.

5 – O treinador a alça alta na pos. 2 de sua quadra. Neste exato momento, os jogadores da ET saem dos seus posicionamentos (para o contra-ataque) e se deslocam para seus posicionamentos defensivos para o (suposto) ataque. Na pos. 2.

6 – Final do exercício.

 

Nota

É um exercício em que a equipe se armará, defensivamente, duas vezes consecutivas, com um pequeno intervalo; ação defesa-defesa. A ideia é a de propiciar oportunidade para que os jogadores se familiarizem com a dinâmica de sair de um posicionamento defensivo para o de contra-ataque e retornar a outro posicionamento defensivo.

Nos diagramas a seguir, a representação gráfica que ilustra a explicação do exercício.

 

 

54 – Idem ex. 53. A ET inicialmente armada defensivamente para o (suposto) ataque na pos. 2 e, na continuidade, armando-se para o (suposto) ataque na pos. 4.

55 – A mesma mecânica dos exercícios 53 e 54. Agora, inicialmente armada defensivamente para o (suposto) ataque na pos. 3 e, na continuidade, para o segundo (suposto) também na ataque na pos. 3.

56 – Mesma mecânica. Agora, alternado os pontos do (suposto) primeiro ataque e alternando o ponto do (segundo) ataque. Por exemplo: 4 e 3; 2 e 3; 3 e 4; 3 e 2.

 

Nota

Os exercícios anteriores são realizados sem ataque. Ou seja, o objetivo é a familiarização da dinâmica da ação defesa-defesa. São altamente apropriados para equipes de iniciantes (de escolas e de base). Também para equipes (de nível mais alto) que sintam dificuldade de realizar esta dinâmica.

 

57 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores. A partir de agora, com o ataque. O primeiro dos quais, um golpe do tipo meia-batida, apenas para iniciar o exercício. Um jogador da ET rebate, no primeiro toque, para a quadra da Equipe Oponente (EO), e recua para os posicionamentos de um (suposto) contra-ataque. A EO passa, levanta e ataca; só na pos. 4, por meio de qualquer tipo de golpe.

 

 

58 – Idem ex. 57. O exercício começa com uma meia-batida, na pos. 2. O segundo ataque também na pos. 2, por meio de qualquer tipo de golpe.

59 – Idem, com o primeiro ataque (com uma meia-batida) na pos 3. O segundo ataque também na pos. 3, por meio de qualquer tipo de golpe.

60 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores com o segundo ataque de modo salteados: nas pos. 4, 2 ou 3. Também, por meio de qualquer tipo de golpe.

61 – Agora as duas equipes completas, tanto a Equipe em Treinamento (ET) quanto a Oponente (EO). O treinador/colaborador no fundo da quadra da EO lança uma bola para ser levantada e atacada na pos. 4, por meio de uma meia-batida.

A ET a rebate (só um toque) para a quadra de EO, que passa, levanta e ataca, como o faz num jogo. De acordo com o desenlace, as equipes realizam as ações subsequentes.
a – o bloqueio-ponto, a bola “morre”; reinicia-se o exercício com outra bola em jogo.
b – o bloqueio em que EO recupera a bola com a cobertura e contra-ataca; rearma-se para o Re-Ataque da EO.
c – bola que toca no bloqueio e é recuperada pela defesa (da ET); realiza o contra-ataque;
d – ET conquista a posse da bola com a defesa; realiza o contra-ataque.
Nos três últimos casos, o jogo continua até que uma das equipes marque o ponto.

 

Nota

Os exercícios anteriores começam com uma meia-batida. É mais adequada (em relação à uma cortada), pois é mais fácil de ser rebatida para a quadra adversária no primeiro toque. No caso facilita a execução da ação defesa-defesa.

 

62 – Idem ex. 61. No momento em que a bola “morre”, o treinador/colaborador lança uma segunda bola para a EO levantar e atacar com uma meia-batida. O jogo continua até que uma das equipes marque o ponto.

63 – Idem ex. 62, com o treinador lançando mais duas, três ou quatro bolas consecutivas; sempre que a bola “morre”.

64 – Mesma mecânica dos últimos exercícios. Agora o primeiro ataque é normal, isto é, de acordo com a vontade do levantador da EO. O jogo continua até que uma das equipes marque o ponto.

 

Nota

A partir do ex. 61, o ataque da EO pode ser por qualquer um dos atacantes e em qualquer ponto da rede e/ou do fundo. Com isso, muda um pouco a movimentação da ET. Ou seja, passo-a-passo, deve proceder da seguinte maneira:

1 – arma - se para o primeiro ataque de EO;
2 – volta ao posicionamento fundamental (PF), no momento em que a EO retoma a posse da bola;
3 – posiciona-se, defensivamente, de acordo com o segundo ataque da EO.

Como é possível supor, a movimentação requer maior velocidade nos deslocamentos. Nos diagramas a seguir, o exemplo. ET armada para o primeiro ataque, por A4 (diag. 10); na Posição Fundamental (PF) diante de qualquer possibilidade de ataque (diag. 11) e já armada para o segundo ataque, de A3, no centro da rede (diag. 12).

 

 

65 – Idem ex. 64, com o treinador/colaborador lançando, mais uma, duas, três... bolas, sempre haja a marcação do ponto.

 

Continuação desta Sequência de Exercícios no artigo 87.

 

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