Estratégias/Táticas - Artigo 84

 

- Estratégias / Táticas Ofensivas

 

- Transições entre Sistemas - Teinamento Tático Coletivo.

- Sequencia de Exercícios no 3.

 

- Objetivo: consolidação da execução da Transição do Ofensivo para o Defensivo.

 

- Pressuposto.

Vale salientar uma vez mais o pressuposto de que as funções ofensivas – recepção, levantamento e ataque – e as defensivas – bloqueio e defesa foram treinadas e de que todos os jogadores da equipe em treinamento (ET) sabem como proceder nas Transições entre os Sistemas. Do contrário, os exercícios são muito complexos e, consequentemente, inapropriados.

 

23 – A equipe em treinamento (ET) disposta para a recepção do saque. O treinador, no fundo da quadra, oposta executa saques sem qualquer grau de dificuldade; só para colocar a bola em jogo (diag. 1).

ET recepciona o saque, levanta a bola para a entrada da rede (pos. 4) e ataca no centro da quadra oposta. Também sem potência; apenas para que a bola continue em jogo. Incontinenti, todos os jogadores se deslocam para seus postos na Cobertura do Ataque (diag. 2).


Dois ou três jogadores da EO, no centro da quadra oposta, fazem a defesa para o levantador, que a alça uma bola alta na entrada da rede (pos. 4), da quadra oposta.
ET, no exato momento em que a bola é defendida, realiza a Transição do Sistema Ofensivo para o Defensivo (diag. 3).

 

 

Nota

É fundamental que todos os jogadores se desloquem para a Cobertura do Ataque. No exato momento em que a bola é defendida pelos jogadores da EO, aí, sim, é que se deslocam para seus posicionamentos defensivos (bloqueio e defesa).

 

24 – Idem ex. 23. ET recepciona, levanta a bola alta na saída da rede (pos. 2). EO defende e levanta a bola alta na saída da rede (pos. 2).

 

 

Notas

- Muito importante. Na apresentação do exercício, foi colocado passo-a-passo as ações de ET (recepciona, levanta, ataca e cobre o ataque) e, recuperada a bola pela EO, mobiliza-se no Sistema Defensivo. Ou seja, a disposição defensiva é desencadeada a partir da cobertura do ataque. No diagramas anteriores e no próximo, estão sugeridas disposições da cobertura do ataque. Pois bem, daqueles pontos os jogadores tomam seu posicionamentos defensivos, no bloqueio e na defesa; é muito comum os jogadores se deslocarem para o mesmos antes de cobrirem o ataque.

- Estão sugeridas disposições defensivas aleatórias. Cada treinador posicionará sua a equipe de acordo com o nível de competitividade que frequenta.

 

25 – Idem ex. 23. ET recepciona e ataca no centro da rede, pela pos. 3. EO defende e contra-ataca também pelo centro da rede, pos. 3 (diagrama a seguir).

 

 

Nota

Dependendo do nível de competitividade da equipe, o treinador organizará o contra-ataque da equipe oponente. Chamo atenção, no entanto, que o mesmo deve ser feito, por exemplo, na seguinte ordem:

 

Bolas Altas:       - na pos. 4;
  - na pos. 2;
  - na pos. 3 (para equipes de iniciantes);
   
Bolas “Chutadas”:   - na pos. 4;
  - na pos. 2;
   
Bolas de Tempo: - cabeça frente;
  - cabeça atrás;
  - “chutada” de meio;
  - china com 1 Pé na saída da rede;
   - etc.
   
Bolas do Fundo:  - pela pos. 1;
  - pela pos. 6;
  - pela pos. 5;
   
Combinações de Ataque: - finalizadas no terço central da quadra;
  - finalizadas do centro para a saída da rede (pos. 2);
  - finalizadas do centro para a entrada da rede (pos. 4).

 

Ou seja, a equipe vai assimilando uma a uma. Primeiramente, de modo estanque. Na continuidade, ações ofensivas mais complexas. Com isso, a transição vai se consolidando de modo gradativo.

 

26 – A mesma mecânica dos exercícios anteriores. A equipe em treinamento (ET) se mobiliza defensivamente para tentar o ponto, com o bloqueio, ou a conquista da posse da bola, com a defesa. Conseguindo, o ponto, inicia-se nova sequência; conseguindo a posse da bola, com a defesa, o jogo segue. Realiza a transição defensivo-ofensivo. Não conseguindo, o treinador/colaborador, no fundo da quadra da ET, lança uma segunda bola para a um novo ataque. Também sem qualquer dificuldade, de maneira que EO defenda e realize um novo ataque.

27 – Mesma mecânica do ex. 26. Agora o treinador/colaborador no fundo da quadra da EO. No caso da ET não conseguir a posse da bola, lança uma segunda bola para EO realizar um novo ataque.

28 – Vamos coordenar os exercícios 26 e 27. Um treinador/colaborador no fundo de cada uma das duas meias quadras. Na quadra em que a bola “morrer”, uma bola é lançada para um novo ataque.

 

Nota

O ex. 28 é muito mais dinâmico. Requer muita concentração dos jogadores das duas equipes. Além disso, o esforço físico é mais intenso. O treinador deve considerar a capacidade física dos jogadores, a fim de estabelecer o número de bolas de cada sequência e o tempo de intervalo entre as mesmas.

 

29 – O treinador/colaborador, no fundo da quadra da EO, executa o saque. ET recepciona, levanta e ataca por meio de “largada”. EO, armada com os seis jogadores, conquista a posse da bola e contra-ataca por qualquer meio. ET tem que se organizar defensivamente a fim de tentar o ponto (com o bloqueio) ou a reconquista da posse da bola, com a defesa. No primeiro caso, outro saque reinicia a sequência. No segundo, o jogo continua até que uma das equipes faça o ponto.

30 – Idem ex. 29. Agora a ET ataca por meio de meia-batida.

31 – Idem ex. 29, com o ataque por qualquer meio.

 

Nota

Nos exercícios 29, 30 e 31 ocorre o seguinte. O grau de dificuldade da EO para controlar a bola e contra-atacar começa menor e aumenta gradativamente. ET, ao contrário, encontrará maior dificuldade inicialmente. Depois, as coisas se ajustam e tornam-se mais de acordo com a realidade do jogo.

 

32 – Exercício em forma de jogo. Um set de seis pontos em cada rodízio. Só a EO saca. ET recepciona, levanta e ataque, por exemplo, uma bola alta fora da rede em uma das extremidades da rede. EO, uma vez conquistando a posse da bola, realiza o contra-ataque e, o jogo segue até que se marque o ponto. A tarefa da ET é mais difícil. Tem que marcar ponto com o bloqueio e/ou contra-ataque. O treinador, a fim de aumentar a motivação de todos, pode conceder, por exemplo, 2 pontos de vantagem, em cada rodízio, para ET. A fim de que um mesmo jogador permaneça na rede ou no fundo da quadra, o treinador deve saltear a ordem dos rodízios. Por exemplo: rodízio 1 x 1; 3 x 3; 5 x 5; 6 x 6; 4 x 4; 2 x 2.

33 – Idem ex. 32. Agora com a ET executando o saque. EO recepciona, levanta e ataca a bola alta fora da rede.

 

- Aspectos a serem observados durante a execução dos Exercícios.

 

1 – Como mencionado anteriormente, é necessário considerar o pressuposto de que as funções (bloqueio, defesa, levantamento e ataque) são treinadas sistematicamente e, portanto, assimiladas. Subtende-se que os jogadores já sabem executar, eficientemente, todas as funções componentes das transições.

2 – Também, mais uma vez, que é fundamental o comprometimento de todos os jogadores para com o alcance dos objetivos. Logo, é responsabilidade, de todos, evitar erros sucessivos, de modo não quebrar a fluência na execução dos exercícios e das sequências.

3 – No caso dos jogadores encontrem dificuldade para se posicionarem primeiramente para a Cobertura do Ataque (ocorre muito com equipes de iniciantes) para então adotarem os posicionamentos defensivos (bloqueio e defesa), o treinador pode fazer alguns educativos.

Ex. 1 – O treinador posiciona a equipe na cobertura do ataque. Apita ou bate palmas. Os jogadores saem – o mais rapidamente possível – da cobertura para seus posicionamentos no bloqueio e na defesa. Apropriado fazer o educativo em todos os rodízios.

Ex. 2 – A mesma sistemática. Agora o treinador lança a bola na quadra da equipe oponente (EO). Esta recepciona e levanta em determinado ponto da rede (pos. 2, 3 ou 4). Neste exato momento todos os jogadores já têm que sair dos seus postos na cobertura para seus posicionamentos no bloqueio e na defesa; a EO não ataca, para a bola.

Ex. 3 – Agora, um pouco mais de velocidade. O treinador/colaborador, no fundo da quadra da EO, lança a bola já para ser levantada. Neste exato momento deslocamento da cobertura (ET) para os posicionamentos defensivos.

Por ser modo mais estático e interrompido, estes educativos contribuem para que os jogadores se habituem a se posicionarem na cobertura do ataque. O treinador, por sua vez, tem oportunidade de corrigir os posicionamentos; tanto na cobertura quanto no bloqueio e na defesa.

 

4 – Na medida em que os exercícios vão ficando mais dinâmicos é possível que ocorram erros de natureza tática. Isto é, nos posicionamentos da cobertura, de bloqueio, de defesa. Os exercícios são para isso mesmo. Os erros têm que ser corrigidos. Para tanto, o treinador deve interromper, fazer correções, tantas vezes quantas forem necessárias. A correção nos posicionamentos é aspecto fundamental para a consolidação das transições entre sistemas.

 

Continuação no art. 85, com outra Sequência de Exercícios.

 

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