Estratégias/Táticas - Artigo 67

- Estratégias / Táticas Ofensivas para Neutralizar as Combinações de Ataque.

- Combinações de Ataque com 3 na Rede - 2 Atacantes no Primeiro Tempo.

- Combinações com o Centro entre o Meio e a Entrada da Rede (pos. 4).

 

- Procedimentos no Bloqueio.

 

Nos diagramas que se seguem, três exemplos de combinações com 3 atacantes – 2 no 1º. Tempo. Em todas as três a ordem de saque é a seguinte:

 

A2

A6

A3 

A5

A4

 

        

 

A3 e A6 (L - Líbero), são os Atacantes de 1ª. Bola.

A2 e A5, são os Atacantes Receptores, Atacantes das 2as. Bolas.

A4, é o Oposto, atacante também de 1ª. Bola, nos exemplos dos diagramas.

L é o Levantador, já no ponto em que executa os levantamentos.

 

Nota

Como mencionado anteriormente, o Oposto (A4) deve ser atacante eclético, ou seja, deve ser capaz de atacar bolas de 1º. e 2º. Tempos, assim como bolas “chutadas” nas extremidades da rede, a fim de que a equipe possa contar com 2 atacantes no 1º. Tempo, nos rodízios com 3 atacantes na rede.

 

Nos diagramas, A4 e A3 atacam as bolas de 1º. Tempo, respectivamente, “Chutada” de Meio e Cabeça Trás (setas em vermelho). A5 é o atacante da 2ª. Bola (seta em azul). Em cada uma das combinações ele ataca variações da 2ª. Bola:

1 - No diag. 1, a bola é levantada/atacada entre o ponto em que o levantador (L) está posicionado e o ponto em que A4 salta para atacar a Bola de 1º. Tempo (“Chutada” de Meio); Aquela ou Between, na denominação utilizada no voleibol brasileiro.

2 – No diag. 2, ele finta que vai atacar a Aquela/Between, muda o percurso e ataca imediatamente após o ponto em que a “Chutada” de Meio é levantada/atacada; no voleibol brasileiro é conhecida com Desmico da “Chutada” de Meio”.

3 – No diag. 3, ele faz a mesma finta, muda o trajeto e ataca na saída da rede. No voleibol feminino as jogadoras atacam esta bola da mesma maneira que o fazem na China com 1 Pé na Saída.

 

Nota

A5 e A2 (quando estão na rede) são atacantes da Bola de Segurança nos casos em que a bola não chega à Zona de Levantamento e o levantador fica impossibilitado de executar a Combinação.

 

- Procedimentos no Bloqueio.

 

Nunca é demais repetir. A combinação com 2 atacantes no 1º. Tempo, bem executada, torna bastante difícil a tarefa dos jogadores – bloqueadores de defensores – de realizar suas atribuições do sistema defensivo. Portanto, treinadores e jogadores devem estabelecer uma estratégia e algumas táticas, a fim de que a equipe se adeque as diferentes alternativas que podem ocorrer no decorrer de uma mesma partida.

A dificuldade que representa os dois atacantes no 1º. Tempo impossibilita que os bloqueadores de antemão – realizem duas ações. Cada qual dos bloqueadores deve saltar concomitantemente com cada um dos atacantes de 1ª. Bola. A manobra 1-2, portanto, é a mais indicada – também de antemão. Cada bloqueador se responsabiliza por um trecho da rede, obviamente, em pontos em que cada atacante recebe a bola para atacar.

A Manobra 2-1, contudo. Deve ser executada com opção tática. O seja, num primeiro momento cada bloqueador se responsabiliza pelo bloqueio de uma das bolas. Num segundo, tem que tentar participar do bloqueio de uma outra bola.

Para isso, é fundamental que os bloqueadores das bolas de 1º. Tempo, de modo geral B3 e B4, adotem o expediente da graduação dos saltos, isto é:

- saltar o máximo, tendo em vista anular o atacante;

- saltar pouco, a fim de saltar melhor em uma segunda opção;

- não saltar, para compor bloqueio duplo em uma das outras duas bolas.

 

Nota

Alguns aspectos podem colaborar para esta decisão, Por exemplo.

1 - O ponto em que o levantador recebe a bola. De acordo com o afastamento em relação à rede:

a - passe perfeito, salto máximo;

b - passe em que a bola chega mais afastada da rede, saltar pouco;

c - passe em que a bola não chega à Zona de Levantamento, não saltar.

 

2 – Determinado momento do jogo em que o levantador tem que optar pelo atacante mais eficiente:

a – saltar o máximo como o atacante que tem maior probabilidade de receber a bola;

B – saltar pouco ou não saltar com um dos atacantes de 1º. Tempo.

 

3 – Sensibilidade do bloqueador, que por sua conta pode tomar a decisão.

 

Feitas estas observações, vejamos os procedimentos dos bloqueadores, do modo mais detalhado possível.

 

B3

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

 

- Bloqueio da Bola de Tempo levantada/atacada à frente do levantador; no caso a “Chutada” de Meio.

 

2ª. Atribuição / Atribuição Secundária.

 

- Deslocar-se para direita e/ou para esquerda, a fim de auxiliar o bloqueio da 2ª. Bola:

- à direita; na 2ª. Bola entre o ponto em que a “Chutada” de Meio é levantada/atacada e a extremidade da rede;

- à esquerda, na 2ª. Bola no terço central da rede.

 

Nota

No diagrama 6, uma variação. B3 em vez de se encarregar do bloqueio da "Chutada de Meio", de A4, se encarrega do bloqueio da Cabeça Frente de A3.

 

 

 

Nota

 

Na combinação do diagrama 6, é necessário tomar uma decisão, de acordo com a capacidade dos bloqueadores. Vamos, à guisa de exemplo, raciocinar por hipóteses.

1 – Todos os três bloqueadores têm capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo:

B2 salta com A4;

B3 com A3.

B4 espera A5.

2 – Apenas B3 e B4 têm capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo:

B2 troca com B4 e espera o ataque de A5;

B3 salta com A4;

B4 salta com A3.

 

3 – Apenas B3 tem capacidade para bloquear bolas de 1º. Tempo. Eis um caso em que a equipe não tem como se organizar para neutralizar este tipo de combinação.

 


 

B4

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Bloqueio da Bola de Tempo Cabeça Atrás.

 

 

Nota

 

Repare no diagrama 9. B4 pode saltar para o bloqueio da Cabeça Frente (atacada por A3) ou esperar pelo A5, na 2ª. Bola, atacada na extremidade da rede. Ou ainda, saltar pouco ou não saltar com A3 e encarregar-se do bloqueio da 2ª. Bola na extremidade da rede.

Agora, caso de A2 tenha capacidade para o bloqueio de bolas de primeiro tempo, o bloqueio da Cabeça Frente pode ficar para B3 e B4 esperar a 2a Bola de A5 na saída da rede; talvez seja a opção mais apropriada.

 

2ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Deslocar-se para direita, a fim de participar do bloqueio da 2ª. Bola atacada no terço central da rede.

 

Nota

 

Repare no diagrama 8. B4 está posicionado no terço inicial da rede (entrada da rede) e as bolas “Chutada” de Meio e 2ª. Bola (Desmico da “Chutada”) são levantadas/atacadas no terço final da rede (saída da rede). Dificilmente pode participar dos bloqueios destas bolas. A menos que tome a decisão de não saltar com A3 e se desloque para o terço da rede em que o centro da combinação está ocorrendo.

 


 

B2

 

É prática mais do que comum as equipes finalizarem o ataque no ponto da rede em que está posicionado o bloqueador menos capacitado. De modo geral, B2 é o levantador – mais baixo dos bloqueadores – ou o Oposto, jogador de boa estatura e com dotação para ser bloqueador eficiente.

Nas combinações apresentadas como exemplo, nos diagramas a seguir, o centro ocorre no terço da rede em que B2 está posicionado. Logo, é necessário tomar decisões. Por exemplo.

No diagrama 1, a 2ª. Bola, levantada/atacada no terço central da rede tira de B2 qualquer possibilidade de participar do bloqueio da mesma. Com isso, B3 tem que se utilizar do expediente de graduar o salto. Saltar pouco, a fim de poder saltar para o bloqueio da 1ª. Bola e da 2ª. Bola. B2 auxilia nesta segunda.

No diagrama 2, ele pode participar do bloqueio da 1ª. Bola, juntamente com B3 (manobra 2-1). Mas é o responsável direto pela 2ª. Bola levantada/atacada entre o a “Chutada” de Meio e a extremidade da rede.

No diagrama 3, tem que saltar para o bloqueio da 1ª. Bola (“Chutada” de Meio) ou, no caso de não ser capaz para o bloqueio deste tipo de bola, trocar de posto com B4, a fim de bloquear a bola mais lenta, na pos. 2 da quadra oposta.

Resumidamente, são as atribuições de B2.

 

1ª. Atribuição / Atribuição Primária.

- Bloqueio Duplo da 1ª. Bola, “Chutada” de Meio, juntamente com B3 (diag. 10).

- Bloqueio da 2ª. Bola entre o ponto de “Chutada” de Meio e a extremidade da rede (diag. 11).

- Bloqueio da 1ª Bola, “Chutada” de Meio, se tiver capacidade (diag. 12).

 

 

2ª. Atribuição / Atribuição Secundária.

 

- Deslocar-se para esquerda, a fim de participar do bloqueio da 2ª. Bola, no terço central da rede (diag. 10).

- Deslocar-se para esquerda, a fim de participar de bloqueios no terço inicial da rede (Cabeça Atrás e 2ª. Bola na pos. 2 da quadra oposta).

 

Nota

Este último caso, quando não é possível participar do bloqueio (muito provável), responsabiliza-se pela bola “largada” atrás dos bloqueios, dentro da zona de ataque.

 

 

Continuação no artigo 68, com os Procedimentos na Defesa.

 

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