Estratégias/Táticas - Artigo 65

- Estratégias / Táticas Ofensivas

 

- Estratégias/Táticas Defensivas para Neutralizar as Combinações de Ataque.

 

- Combinações com o Centro entre o Meio para a Saída da Rede (pos. 2).

 

- Combinações de Ataque com 3 na Rede - 2 Atacantes no Primeiro Tempo - e 1 do Fundo.

 

A execução desse tipo de combinação – com 2 atacantes no 1º. Tempo e 1 do Fundo – só pode ser realizada por equipes de altíssima competitividade, uma vez que, requer uma série de atributos. Por exemplo.

1 – Alto índice de precisão na recepção do saque.

2 – Levantador com extraordinária técnica individual e elevado discernimento tático individual.

3 – Atacantes versáteis, isto é, com capacidade para ataques de bolas de tempo e do fundo.

 

Nos diagramas que se seguem, três exemplos de combinações com 3 atacantes – 2 no 1º. Tempo – e 1 do Fundo. Em todas as três a ordem de saque é a seguinte:

 

A2       L         A6

A3       A4       A5

 

A3 e A6 (Líbero) nos diagramas a seguir, são os Atacantes de 1ª. Bola.

A2 e A5 são os Atacantes Receptores e Atacantes das Bolas de Fundo.

A4é o Oposto.

L é o Levantador, já no ponto em que executa os levantamentos.

 

Nota

Como mencionado anteriormente, o Oposto (A4) deve ser atacante eclético. Ou seja, deve ser capaz de atacar bolas de 1º. e 2º. Tempos, assim como bolas “chutadas” nas extremidades da rede, a fim de que a equipe possa contar com 2 atacantes no 1º. Tempo, nos rodízios com 3 atacantes na rede.

 

No diagrama a seguir, um exemplo. A4 e A3 atacam as bolas de 1º. Tempo, respectivamente, Cabeça Frente e Cabeça Trás (setas em vermelho). A5 é o atacante da Bola de Segurança, uma “Chutada” na Extremidade da rede mais distante do centro da combinação, pos. 4 (seta em azul). A2, ataca a bola do fundo, aproveitando-se do espaço propiciado pelo deslocamente de A3 para atacar umas das bolas de tempo (seta em azul claro).

 

 

 

 

No diagrama a seguir, outro exemplo, isto é, uma variação. Nas bolas de 1º. Tempo os atacantes se utilizam do artifício das bolas passadas. A4, Cabeça Frente Esquerda; A3, Cabeça Atrás Passada. Nos dois casos o intuito é de afastar os bloqueadores do ponto em que o levantador se posiciona e, com isso, abrir espaço para o atacante da Bola do Fundo.

 

 

 

No diagrama a seguir, um outro exemplo muito utilizado por equipes femininas. A4, ataca uma China com um Pé na Saída da Rede. A3, uma Cabeça Atrás. A5, “Chutada” na pos. 4. A2, do Fundo pelo terço central da rede.

 

 

 

Nota

 

Vale enfatizar, ainda que repetitivamente, que todas as bolas da combinação – quando bem executadas – são atacadas praticamente no mesmo tempo. Esta característica torna bastante difícil a neutralização da combinação como todo, como será possível verificar nos procedimentos no bloqueio e na defesa, a seguir.

 


 

- Procedimentos no Bloqueio.

 

A Estratégia de Bloqueio deve ser uma mescla das Manobras 1-2 e 2-1. A primeira, é a mais apropriada por colocar cada bloqueador contra um atacante, como Primeira Atribuição, e, na medida do possível, incumbi-lo de auxiliar o companheiro mais próximo em relação ao ponto em que está posicionado.

A Manobra 2-1 pode ser conveniente, taticamente, de modo exporádico. Por exemplo, em determinados momentos da partida em que os bloqueadores decidam priorizar um dos atacantes em detrimento dos outros. O risco: um dos atacantes poder finalizar sem qualquer bloqueio.

Seja como for, é uma atribuição altamente difícil para os bloqueadores. Quando bem executadas, por levantador e atacantes capazes, todas as bolas da combinação são finalizadas, praticamente, no mesmo tempo. Ou seja, é extremamente exíguo o tempo que os bloqueadores dispõem para se adequarem de uma ação para outra. A seguir, os procedimentos de cada qual.

 

B3

 

Nos diagramas a seguir, a mesma combinação que vamos utilizar como exemplo. No diag. 1, uma disposição dos bloqueadores na manobra 1-2. Isto é, cada qual responsável pelo bloqueio de cada um dos atacantes que estão na rede, em uma primeira atribuição. Como segunda atribuição, na medida do possível, deslocam-se para formar bloqueio duplo/triplo, com companheiro que está marcando o atacante que recebe a bola.

No diag. 2, a Disposição Fechada, para a manobra 2-1. No momento em que a equipe adversária realiza a recepção do saque, os três se posicionam no terço central da rede. Como Primeira Atribuição:

- B3 e B4, lado a lado, se encarregam das bolas de 1º. Tempo Cabeça Frente e/ou Cabeça Atrás.

- B2, juntamente com B3, se encarrega do bloqueio da bola Cabeça Frente.

Como Segunda Atribuição, na medida do possível:

- se deslocam para o ponto da rede em que a bola é atacada, a fim de comporem bloqueios duplos/triplos.

Nota

O Bloqueio da Bola do Fundo, que também é atacada praticamente no mesmo tempo, é segunda atribuição de todos os três bloqueadores, ainda que possam chegar com atraso.

 

 

 

 

Feita esta introdução, vamos uma a uma as atribuições do Bloqueador Central (B3).

 

- Primeira Atribuição/Atribuição Primária.

 

- Bloqueio Simples da 1ª. Bola Cabeça Frente.

 

Nota

Na realidade B3 se responsabiliza pela Bola de 1º. Tempo, na frente do levantador: B4 responsabiliza-se pela bola atrás do levantador. Nos outros exemplos de combinação – diagramas anteriores (2 e 3) é possível perceber o porquê.

No exemplo apresentado no diagrama 2, a Cabeça Frente é do tipo Esquerda e a Cabeça Atrás do tipo Passada. Esta modalidade de execução afasta os dois bloqueadores (B3 e B4), em relação ao Posicionamento de Expectativa, ou seja, lado a lado. No exemplo abaixo a Formação de Expectativa e o afastamento dos dois bloqueadores, em relação à mesma, decorrente do tipo de execução das bolas.

 

 

 

 

No exemplo apresentado no diagrama 3, as duas bolas de 1º. Tempo são levantadas/atacadas atrás do levantador, Cabeça Atrás e China com 1 Pé na Saída da Rede. Neste caso, B3 se responsabiliza pela bola mais próxima do levantador; B4 da mais afastada.

 

 

 

 

- Segunda Atribuição/Atribuição.

 

- Ajustar-se para saltar novamente tendo em vista o bloquieo da Bola do Fundo.

- Deslocar-se para a Pos. 2, a fim de participar do bloqueio duplo para o atacante da Bola da Ponta (pos. 4 da quadra oposta).

 

Nota

Elevado discernimento tático individual é requisito essencial ao desempenho das atribuições do Bloqueador Central. Logo, deve atentar para alguns aspectos.

 

Avaliar, atentamente, a qualidade da recepção do saque, para detectar maiores possibilidades do levantador. Por exemplo, diante de uma recepção imprecisa a probabilidade maior é do levantamento da Bola de Ponta e/ou da Bola do Fundo ou, ainda, do levantamento “forçado” de uma das bolas de tempo; neste caso dispõe de fração de tempo maior para saltar e bloquear.

 

Utilizar-se do artifício tático da graduação no modo de saltar, ou seja:

 

 

Outro atributo relacionado às atribuições do Bloqueador Central: conhecer profundamente as características – técnicas, táticas e psicológicas – dos levantadores e atacantes que terá pela frente. Com isso, consegue traçar táticas alternativas/circunstanciais em determinados momento de uma partida; sobretudo em momentos decisivos.

 

 


 

B4

 

- Primeira Atribuição/Atribuição Primária.

 

- Bloqueio Simples do 1ª. Bola Cabeça Atrás.

 

- Segunda Atribuição/Atribuição.

 

- Ajustar-se para saltar novamente, tendo em vista o bloqueio da Bola do Fundo.

- Deslocar-se para a Pos. 2, a fim de participar do bloqueio triplo para o atacante da Bola da Ponta (pos. 4 da quadra oposta), nos casos de má recepção do saque.

 


 

B2

 

- Primeira Atribuição/Atribuição Primária.

 

- Bloqueio Simples da Bola de Ponta, na pos. 4 da quadra oposta.

Nota

Dependendo do tipo de estratégia, B2 pode compor com B3, o bloqueio duplo para a bola de 1º. Tempo levantada/atacada na frente do levantador.

 

- Segunda Atribuição/Atribuição.

 

- Ajustar-se para saltar novamente, tendo em vista o bloqueio da Bola do Fundo.

 

Nota

Por estar distante do centro da combinação, B2 praticamente só é responsável pelo bloqueio da bola atacada na ponta. Todavia, na ação defensiva como todo, exerce papel importantíssimo: o de defender as bolas “largadas” atrás do bloqueio, sobretudo, dentro da zona de ataque.

 

Para concluir a apresentação dos procedimentos dos bloqueadores, é necessário mencionar que é tarefa bastante espinhosa. Sobretudo porque no voleibol atual as Bolas de Fundo e as de Ponta estão sendo atacadas, pra-ti-ca-men-te no mesmo tempo que de 1º. Tempo. O Brasil, sobretudo com Giba, Dante, Murilo, é um exemplo; o que fazer?

 

Continuação no artigo 66 com os Procedimentos na Defesa

 

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